Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

transferidos

Líderes de facções no RS
chegam a Campo Grande

Foram necessários o empenho de 3 mil agentes na operação

28 JUL 2017Por RODOLFO CÉSAR16h:33

Integrantes de quadrilhas que atuam no tráfico de drogas, ordenamento de execuções e roubos a banco no Rio Grande do Sul foram transferidos hoje para presídios federais.

Para Campo Grande, pelo menos quatro presos que estavam na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre, e na Cadeia Pública de Porto Alegre desembarcaram na base aérea na tarde de hoje. Não foram divulgados os nomes dos presos que ficarão na unidade prisional federal da cidade.

Ao todo, 27 homens foram transferidos. Eles atuam em facções criminosas e o governo daquele estado tenta desarticular os grupos que mesmo com integrantes presos, continuavam agindo. Avião da Força Aérea Brasileira (FAB) fez a transferência para a Capital, Porto Velho (RO) e Mossoró (RN).

" Eles são líderes de várias facções e comandavam o tráfico de drogas, ordenavam execuções, roubos a bancos e arquitetavam crimes de dentro dos presídios", divulgou nota do Ministério da Justiça.

Somadas, as penas de todos os réus somam 1,2 mil anos, conforme divulgou o G1. Para garantir segurança na operação chamada de Pulso Firme, foi necessário o empenho de 3 mil agentes. O trabalho foi realizado pelo Departamento Penitenciário do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em Campo Grande, o esquema de segurança foi feito com agentes da Polícia Federal e o pouso do avião aconteceu na base aérea para evitar que os apenados tivessem contato com passageiros do Aeroporto Internacional.

No Presídio Federal da Capital, os detentos são submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que dificulta o acesso deles com pessoas de fora do sistema penitenciário. Por conta de ameaças a agentes e a morte de três servidores neste ano, o Ministério da Justiça também suspendeu as visitas íntimas para aumentar o isolamento de líderes de facções.

LISTA DOS TRANSFERIDOS

Caio Cezar Pereira da Silva (Caio Loco);

Dezimar de Moura Camargo (Tita);

Cristiano Feijó Madrile (Cabelo);

Juliano Biron da Silva (Biron). Acusado de ter matado o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, 23 anos, em Canoas, em julho de 2015. Biron foi preso em Santa Catarina em janeiro de 2016;

Tiago Benhur Flores Pereira (Benhur);

Fabrício Santos da Silva (Nenê);

Daniel Araújo Antunes (Patinho);

Tiago Gonçalves Prestes (Pasteleiro);

José Marcelo Reyes Morales (Camarão);

Marcos José Viotti (Mineiro);

Fábio Luis da Silva Mello (Fábio do Gás);

Cássio Alexandre Ribeiro (Vida Loka);

Vanderlei Luciano Machado (Lelei);

Fábio Fogassa (Alemão Lico);

José Carlos dos Santos (Seco). Um dos principais assaltantes de bancos e carros-fortes no Rio Grande do Sul. Em 2014, foi condenado a 205 anos de prisão;

Márcio Oliveira Chultz (Alemão Márcio);

Diego Moacir Jung (Dieguinho);

Letier Ademir Silva Lopes (Letier). Traficante. Teria ordenado a morte de pelo menos 28 pessoas, segundo a Polícia Civil;

Milton de Melo Ferraz (Milton Tinga);

Jonatha Rosa da Cruz (Vick);

Wagner Nunes Rodrigues (Minhoquinha);

Leonardo Ramos de Souza (Peixe);

Anderson Bueno Martins (Fofo);

Risclei Bueno Martins (Risclei);

Adriano Pacheco Espíndola (Baiano);

Carlos José Machado dos Santos (Cacaio);

Eder Souza dos Santos (Edinho).

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