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Campo Grande - MS, segunda, 10 de dezembro de 2018

VIOLÊNCIA

Justiça determina que morte de Mayara Amaral será julgada como feminicídio

Julgamento de Luís Alberto Bastos Barbosa será no Tribunal do Júri

18 OUT 2017Por RODOLFO CÉSAR20h:12

A Justiça Estadual deferiu pedido da defesa de Luís Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, e vai julgá-lo pelo crime de feminicídio. Ele é acusado de matar a violonista Mayara Amaral, de 27 anos, na noite de 24 de julho.

O inquérito policial havia indiciado Barbosa por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

A partir da decisão dada pelo juiz Wilson Leite Corrêa, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, em 9 de outubro, o julgamento do acusado será feito pelo Tribunal do Júri. Depois de sorteio, a ação está agora na 2ª Vara do Júri, com o magistrado Aluízio Pereira dos Santos.

O Ministério Público Estadual recomendou que o processo permanecesse na Vara Criminal como latrocínio. A principal discussão em torno da tipificação do crime praticado é por conta do tamanho da pena máxima que pode ser aplicada, bem como os artifícios que a defesa pode utilizar. Em tese, no Tribunal do Júri há mais recursos jurídicos do que se a ação tramitasse na Vara Criminal.

Wilson Leite Corrêa acatou argumentos da defesa do acusado de que o crime não foi cometido inicialmente com a proposta de roubar Mayara. Além de tê-la matado, o também músico roubo um Gol 1992, um notebook, um telefone celular, uma guitarra, um amplificador, equipamentos que tem valor aproximado de R$ 17,3 mil.

A vítima foi morta a marretadas no rosto. Depois de ter sido assassinada, o corpo dela foi desovado e queimado.

Foi relatada na ação que Mayara e Luís Alberto tinham um relaciomento que estava conturbado e em 16 de julho a vítima teria escrito uma carta ao acusado para informar que acabaria com o caso. Contudo, no dia 24 de julho os dois encontraram-se e pernoitaram em motel. No local foi onde ocorreu o assassinato.

"Acusado sustentou que os fatos narrados na denúncia, bem como as circunstâncias que envolveram o crime e sua motivação traduzem prática de feminicídio, de modo que o juízo competente para julgar a ação seria o Tribunal do Júri", informou nota do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Luís Alberto Bastos Barbosa. Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

MUDOU VERSÃO

Quando foi preso, Luís Alberto apontou para a Polícia Civil que tinha agido com outras duas pessoas. Uma delas teria ido ao motel com o casal. Ele chegou a dizer que o outro suspeito era quem tinha dado as marretadas em Mayara.

Depois de apuração, versão foi contrariada e o acusado assumiu que agiu sozinho, apenas tinha vendido o carro para uma das pessoas apontadas como envolvidas no assassinato. Outro homem seria apenas traficante que fornecia drogas a ele.

“A análise dos elementos de prova produzidos até este momento processual indica que o acusado não teria empregado a grave violência como meio para subtrair os bens da vítima, mas sim teria se apropriado dos bens da mesma, após o resultado da morte desta, visando assegurar a impunidade do eventual delito de homicídio que havia cometido em momento anterior", explicou o juiz Wilson Leite Corrêa para justificar a remessa do processo ao Tribunal do Júri.

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