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PRESÍDIO FEDERAL

Jamil Name, filho e mais dois aguardam transferência para Mossoró

Guarda municipal Marcelo Rios também está autorizado a ir para RN

14 OUT 19 - 10h:39IZABELA JORNADA

Após serem transferidos emergencialmente e temporariamente para a penitenciária federal de Campo Grande, o pecuarista Jamil Name, seu filho Jamil Name Filho e os policiais Márcio Cavalcante e Vladenilson Daniel Olmedo aguardam tranferência para serem encaminhados para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O pedido foi feito pela Polícia Civil e pelo Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os quatro estavam no Centro de Triagem (CT) até sábado passado (12), mas no mesmo dia, foram  transferidos para o presídio federal da Capital. O motivo da transferência era porque delegado da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo e Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), Fábio Peró teria sido ameaçado de morte pelo grupo.

Name, o filho e os policiais estão há dois dias no presídio federal em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Na penitenciária também está o traficante Fernandinho Beira Mar e o esfaqueador do presidente da República, Jair Bolsonaro, Adélio Bispo. 

Outro envolvido no esquema de milícia, Marcelo Rios, o Guarda Municipal preso em maio, com arsenal de armas usados nos homicídios da milícia também está no presídio federal de Campo Grande. A decisão da cela individual - RDD - é válida por seis meses. Rios também tem transferência autorizada para o presídio de Mossoró, mas continua em Campo Grande porque tem audiência marcada para dezembro.

O regime em que os presos se encontram não é permitido contato com outros internos e eles só podem sair para atendimento médico, audiência com juiz ou advogado e visita ao parlatório. As visitas de familiares são proibidas e os banhos de sol coletivos também.

Name e o filho são apontados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Garras como chefes da mílicia armada que cometeu homicídios em Campo Grande.

Os assassinatos de pelo menos três pessoas estão relacionados com o grupo de extermínio sob investigação: do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, ocorrido em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante de Direito Matheus Xavier, em abril deste ano.

O Gaeco denunciou, esta semana, o advogado Alexandre Gonçalves Franzoloso, Jamil e Name Filho, mais seis pessoas por participação no grupo de extermínio e, ainda, de tentar obstruir as investigações. O advogado, contratado pela família Name, tentou atrapalhar as investigações impedindo Marcelo Rios de fazer uma delação premiada, na época em que foi preso.  

Já Márcio e Vladenilson, o Vlad, teriam coagido a mulher de Rios, Eliane Benitez, para que ela não fornesse informações sobre o grupo de extermínio à polícia. Também fazem parte da denúncia do Gaeco, Flávio Narciso, Rafael Antunes Vieira, Robert Kopetski e Rafael Carmo Peixoto. 

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