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reajuste 2,94%

Assembleia no Hospital Regional
da Capital define sobre greve

Reunião vai congregar 1,7 mil servidores da unidade

17 JUL 17 - 18h:00RODOLFO CÉSAR E IZABELA JORNADA

Os mais 1,7 mil servidores do Hospital Regional em Campo Grande fazem assembleia geral nesta quarta-feira (19) para definir se entram em greve ou aceitam o reajuste de 2,94% proposto pelo governo do Estado no começo de julho. Contraproposta também pode ser definida.

A reunião está marcada para o meio-dia e deve contar com funcionários dos setores de enfermagem, lavandeira, manuntenção e nutrição.

O dirigente do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social do Mato Grosso do Sul (Sintss), Ricardo Bueno, explicou que a assembleia deve dar o direcionamento do que as categorias que atuam no hospital querem seguir. “Vamos ouvi-los e quem sabe faremos uma greve”, ameaçou.

O dirigente sindical explicou que médicos também devem participar da reunião, apesar de eles terem sindicato próprio. "Embora os médicos sejam poucos, porque eles têm seu próprio sindicato, têm alguns que vão participar, pois nós podemos representá-los também", disse Ricardo.

O governo do Estado tem apontado dificuldades para conceder reajuste acima do índice oferecido. O líder do Executivo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), já declarou, anteriormente, que não adianta fazer compromisso que o Estado não vai conseguir cumprir.

“O Mato Grosso do Sul é um dos poucos (estados) que conseguiu pagar a folha. A crise é no País todo. Estamos tentando fazer o possível para manter as contas em dia”, explicou o tucano. 

PROTESTOS

Após assembleia realizada no dia 15 de julho, manifestantes do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol) levantaram acampamento que durava 40 dias na frente da governadoria.

As negociações continuam e ainda nesta semana policiais vão se reunir novamente para deliberação das propostas ofertadas pelo governo, que consistem em correção salarial determinada na lei 4.890, encaminhar o projeto de lei que altera a promoção funcional em 90 dias e retirada do reajuste linear.

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