Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

caso adriano

Inquérito indica que prova foi plantada
em carro de empresário

Dados telefônicos de perita também serão utilizados

18 JUL 2017Por DA REDAÇÃO06h:30

Inquérito instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil indica que os dois flambadores de sushi encontrados na caminhonete do empresário Adriano Correia do Nascimento, assassinado no ano passado, em Campo Grande, foram plantados como provas falsas.

As investigações buscam agora descobrir quem seria o responsável por colocar os objetos na caminhonete da vítima após análise pericial e se, de fato, tinha como objetivo beneficiar o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, que é réu no processo. A principal hipótese é de que servidores da Coordenadoria Geral de Perícias estejam envolvidos.

Por este motivo, o delegado Sérgio Luiz Duarte, responsável por apurar o crime de fraude processual, vai incorporar ao inquérito os dados obtidos por meio da quebra do sigilo telefônico da perita criminal Karina Rébulla Laitart, que examinou a caminhonete de Adriano.

Em audiência realizada no dia 11 de abril, Karina levantou suspeita sobre a plantação de provas ao afirmar ter registros de conversas no aplicativo WhatsApp em que o colega Domingos Sávio Ribas demonstrava interesse em “alterar o resultado do laudo pericial”. Ribas teria ainda dito a ela que era amigo de Renê Siufi, advogado do policial. 

Conforme consta nos autos, Sávio teria dito a Karina que ele não poderia se negar a ser testemunha, já que isso tinha sido um pedido pessoal de Siufi. Por meio da defesa, a perita salientou que não fez tais afirmações, mas que apenas retransmitiu o que havia sido dito por Sávio.

*Leia reportagem, de Renan Nucci, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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