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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

SECO E PERIGOSO

Incêndios alastram-se na Capital,
que chega a 41 dias sem chuva

Fumaça causada por fogo em terreno cobriu boa parte de bairro

30 JUL 2017Por NATALIA YAHN E BÁRBARA CAVALCANTI15h:29

Em menos de 30 minutos, a reportagem do Correio do Estado flagrou pelo menos oito focos de incêndio em trecho de aproximadamente 8 km, entre o cruzamento das Avenidas Guaicurus e Evelina Figueiredo Selingardi, no Bairro Lageado, até a Avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho. 

Grande incêndio em vegetação atinge terreno no Bairro Lageado e mobiliza equipe do Corpo de Bombeiros.

A fumaça no local encobre grande parte do bairro, inclusive a região do Los Angeles. A área fica na rotatória das Avenidas Guaicurus e Evelina Figueiredo Selingardi, no Bairro Lageado, próxima a Rua Lagoa da Prata, que dá acesso ao Aero Rancho. No local são pelo menos dois focos, um menor e outro de grande proporção, o qual os bombeiros tentam controlar.

Já na Avenida Vereador Thryson de Almeida, às margens do Rio Anhanduí, são pelo menos cinco focos nos dois lados da via. Na Avenida Prefeito Lúdio Coelho, entre os Bairros São Jorge da Lagoa e a Vila Duque de Caxias, próximo a Base Aérea da Capital, são outros cinco focos. 

Os focos de incêndio e as queimadas em vegetação ganham ainda mais força por conta da estiagem prolongada na cidade.

Já são 41 dias sem chuva na Capital e 54 dias em Mato Grosso do Sul. É a estiagem mais longa desde 2008, quando foram registrados 27 dias sem chuva.

Por enquanto, a previsão é de ausência de chuva até o dia 6 de agosto. Caso a estimativa se concretize, Estado e Capital poderão chegar a dois meses e 48 dias sem chuvas, respectivamente. 

Mas a estiagem pode durar ainda mais, especialmente por conta da situação climática do Brasil. “Continua sem previsão de chuva, pelo menos nos próximos dias não tem nada. A situação é séria, de alerta. O que chamamos de centro de alta pressão, popularmente conhecida como massa de ar, bloqueia o avanço de qualquer sistema que chega do sul do Estado, que se dissipa e vai para o oceano. Enquanto estiver chovendo no Nordeste aqui no Centro-Oeste permanece como está. É uma gangorra, e a dinâmica tem este comportamento influenciado pela Amazônia”, explica o meteorologista Natálio Abrahão Filho.

Dados do Corpo de Bombeiros apontam 1.173 incêndios em vegetação entre 1° de janeiro e 26 de julho. Os números, de acordo com a própria assessoria de imprensa da corporação, não representam a realidade,  já que a maioria dos casos não são informados oficialmente e acabam não entrando na estatística.

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