Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

CAMPO GRANDE

Incorporado com "Sete Facadas" é assassinado após atacar mãe de santo

Crime aconteceu em janeiro; quatro pessoas acabaram presas

29 AGO 2017Por MARESSA MENDONÇA E RENAN NUCCI10h:58

Hélio Teixeira da Costa foi morto com facada no pescoço depois de incorporar espírito e tentar matar mãe de santo de terreiro Umbanda, localizado no Bairro Tijuca, em Campo Grande. A informação foi divulgada hoje pelo delegado Márcio Shiro Obara da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH).

Com base nos relatos, Obara contou que no dia 29 de janeiro a vítima participava de festa em terreiro de Umbanda no Bairro Tijuca, onde Ana Maria Calixto, de 55 anos, é mãe de santo.

Durante a festa, regada a bebidas alcoólicas, Teixeira teria incorporado entidade conhecida como “Sete Facadas” com a indicação de matar a mãe de santo que estava tomada por outro espírito.

Teixeira, que estava com faca na cintura, foi contido e espancado por outros três frequentadores do terreiro: Gleibson José de Lira, de 35 anos, José Glebson de Lira, 34, e Lucas Rodrigues de Almeida, 18.

Ele foi obrigado a entrar em veículo com os suspeitos e, nas proximidades do Bairro Aeroporto, teve a cabeça colocada para fora do carro e o pescoço cortado por Rodrigues. O corpo de Teixeira foi abandonado no local.

Policiais da DEH, Polinter e Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) deram início a investigações e conseguiram encontrar os suspeitos.

Os homens confessaram o crime e isentaram a mãe de santo de qualquer responsabilidade. Ela disse não se lembrar se foi ou não mandante do crime porque fica inconsciente quando está incorporada.  

Todos eles serão indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

EXPLORAÇÃO SEXUAL

Ana Maria vai responder ainda por exploração sexual. Isto porque na casa dela os policiais encontraram adolescente, 17, que era explorada sexualmente.

A garota foi levada para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Outras mulheres também se prostituíam no local.

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