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FEMINICÍDIO

Homem que matou mulher a facadas
não aceitava fim de relacionamento

Ele disse à polícia que tentou se defender, mas versão foi contestada

8 JUN 17 - 12h:31MARESSA MENDONÇA E RENAN NUCCI

O comerciante Genilson Silva de Jesus, de 41 anos, que matou a mulher Ramona Regilene Silva de Jesus, 44, com 10 facadas no domingo (4) não aceitava o fim do relacionamento. A informação foi divulgada pela delegada Fernanda Félix Mendes, em coletiva realizada hoje na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), em Campo Grande.

“Ele sai de casa atrás dela e continua a golpeá-la, mesmo ela caída no chão. Se fosse para se defender ele não teria dado 10 facadas nela”, pontuou a delegada. Isto porque o comerciante alega ter sido agredido verbal e fisicamente pela mulher.

Silva afirmou que o casal começou a brigar depois de ela descobrir que ele mexeu com travestis na rua. Ele disse ainda não ter tido a intenção de matar a vítima. “Tivemos nossas brigas também, mas nunca agredi ela”.

Em uma tentativa de desqualificar a vítima, o comerciante afirmou ainda que ela era ciumenta e possessiva.

Contrariando esta versão, a delegada enfatiza que o ele não aceitava o fim do relacionamento. “Ele era muito ciumento e não aceitava o término do relacionamento. Ele disse isso no interrogatório”.

Fernanda Félix informou que o comerciante será indiciado por feminicídio qualificado por motivo fútil.

O CASO

A dona de casa Ramona Regilene Silva de Jesus, de 44 anos, foi assassinada com 10 facadas desferidas pelo marido, o comerciante Genilson, no domingo.

O crime aconteceu na residência do casal, que fica na Rua Rosa Ferreira Pedro, Conjunto Residencial Celina Jallad, Bairro Portal Caiobá, em Campo Grande.

O comerciante fugiu em meio a uma mata que fica aos fundos do residencial. Após o crime, ele tentou se desfazer da faca com 20 centímetros de lâmina. Objeto utilizado no assassinato foi encontrado e apreendido.

Ramona e Genilson eram casados desde 2012 e não tinham filhos em comum.

REVOLTA

Revoltados, vizinhos do casal incendiaram veículo de Genilson, modelo picape Courier.

Ainda conforme a delegada Fernanda Félix, a irmã de Ramona disse que a vítima sempre reclamava das agressões do marido, mas nunca comunicou o caso para a polícia.

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