Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

impacto

Greve de médicos vai para 3º dia
e prefeitura monta 'operação'

Número de enfermeiros em unidades foi aumentado para driblar greve

27 JUN 2017Por RODOLFO CÉSAR E TAINÁ JARA18h:18

A greve dos médicos vai para o terceiro dia nesta quarta-feira (28) e a adesão, segundo o sindicato da categoria, é de 90%, do efetivo de 961 profissionais. A Prefeitura de Campo Grande sustenta não ser possível garantir os 27% de reajuste pleiteado.

Em agenda pública hoje, o prefeito Marcos Trad (PSB) informou que medida emergencial foi tomada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e um número maior de enfermeiros passaram a trabalhar nas unidades do SUS na Capital para minimizar os impactos da paralisação.

No Centro Regional de Saúde (CRS) do Aero Rancho, por exemplo, nesta terça-feira havia apenas um profissional trabalhando, quando a escala previa cinco. Havia fila, conforme apurado pelo Portal Correio do Estado na tarde de hoje.

"Por que vamos conceder reajuste só para os médicos?", apontou o prefeito no contexto que outras categorias não receberam aumento neste ano. Houve, em alguns casos, incorporação de gratificações e benefícios como é o caso da Guarda Municipal.

Os guardas tinham salário-base de R$ 897 e, por meio de lei aprovada na Câmara e promulgada pelo Executivo, esse valor passou para R$ 1.580.

A Prefeitura da Capital acionou a Justiça Estadual para barrar a greve e foi concedida liminar. O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (SinmedMS) já foi notificado e corre prazo de multa de R$ 10 mil por dia. A entidade recorreu e há um novo prazo de 48 horas em curso para que haja manifestação no processo.

Se o governo municipal conceder o aumento pleiteado pelos médicos, os cálculdos do Executivo apontam que gasto com folha aumentaria em R$ 3,9 milhões mensais, o que causaria a ultrapassagem do limite de responsabilidade fiscal imposto aos órgãos públicos.

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