Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

OPERAÇÃO

Gaeco prende diretor de presídio
em investigação sobre corrupção

Fúlvio Ramires da Silva já tinha sido detido em outra fase da investigação

10 JUL 2017Por RODOLFO CÉSAR17h:31

Desdobramento de operação em presídio de Campo Grande resultou na prisão do diretor do Instituto Penal da Capital (IPCG), Fúlvio Ramires da Silva, hoje à tarde. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, deflagarou ação nesta segunda para cumprir seis mandados de prisão preventiva.

Além de Fúlvio Ramires, outros três agentes penitenciários foram presos. Os nomes deles não foram divulgados. Os outros dois mandados referem-se a internos do sistema prisional.

A segunda fase da operação que foi denominada Chip apura diversas ilegalidades como crimes de corrupção (passiva e ativa), peculato, facilitação para entrada de celulares em presídios, tráfico de drogas e associação ao tráfico.

As autorizações para os mandados foram expedidas pelo juiz da 2ª Vara das Execuções Penais de Campo Grande, Mário José Esbalqueiro Junior.

"Na primeira fase da operação houve apreensão de documentos e objetos ilícitos, além da oitiva de testemunhas e prisões. O Gaeco deu continuidade a investigação dos fatos, e realizou hoje o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva", informou nota do Ministério Público Estadual.

Anteriormente, o agente Cleiton Paulino de Souza fora preso com 23 aparelhos celulares na casa dele. Os equipamentos seriam levados para a prisão. Fúlvio Ramires chegou a ser detido também, mas por porte ilegal de arma de fogo. Ele pagou fiança de R$ 900 e foi libertado.

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