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Mário Covas

Funcionários da Energisa enfrentam resistência para desligar “gatos”

De acordo com os moradores, mais de 100 famílias moram na área invadida

10 AGO 17 - 11h:20IZABELA JORNADA E VÂNYA SANTOS

Funcionários da empresa Energisa enfrentaram resistência de moradores na manhã de hoje ao desligar “gatos” de energia em área invadida no Bairro Mário Covas, em Campo Grande. Famílias invadiram o local há anos e utilizam ligação irregular de energia elétrica.

"Nós mesmos fizemos a ligação porque a empresa não quer colocar padrão", disse a moradora Maria Aparecida, 30 anos, que auxiliou na montagem de barreira com entulhos e madeiras para tentar impedir o acesso de trabalhadores da empresa.

Em contrapartida, funcionário da Energisa, Carlos Penasso, 26 anos, que fazia a desinstalação da energia, disse que os moradores não querem fazer acordo. "A empresa já tentou várias vezes colocar padrão aqui, mas eles não querem pagar energia e hoje fez mutirão para desligar os fios que estão aqui há mais de cinco anos".

Ainda segundo o funcionário, a empresa de energia já implantou os postes no local. "São mais de oito quadras aqui na Rua Betoia, que não pagam energia", disse o profissional.

Motorista de caminhão, Pedro Roberto, 68 anos, mora no bairro e tem seu próprio padrão. "Não faço parte da Comunidade Mário Covas, mas acompanho a luta deles. Eles querem a escritura do terreno. Sem escritura não tem como ligar padrão", explicou.

A moradora Leidiane Figueiredo, 23 anos, disse que o terreno era da empresa Águas Guariroba e que a Prefeitura de Campo Grande passou a ser a proprietária depois de questões judiciais. "Invadimos o local há seis anos e desde então estamos lutando para regularizar. Tenho inscrições na Emha e na Agehab, mas até agora não saiu nada. Pra onde vamos?", questionou.

Populares informaram que é a terceira vez que a empresa corta a energia da comunidade. "Eles cortavam, mas não levavam os fios. Hoje eles levaram e agora não tem como ligarmos de novo", disse Leidiane.

CONFLITOS
Quando funcionários da empresa de energia começaram a cortar os fios, moradores fizeram barricadas com madeiras e diversos objetos para impedir a ação. Em seguida, a Polícia Militar (PM) chegou com reforço e tentou impedir a desordem. "Policial chegou me chutando na virilha e tirou a barricada. Não deu voz [de prisão]. Não falou nada", disse o pedreiro Romerio Leandro da Silva, 41 anos.

De acordo com os moradores, mais de 100 famílias moram na área invadida.

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