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CAMPO GRANDE

Frigorifico JBS é multado em R$ 1 milhão por vazamento de amônia

PMA aplicou multa por conta de danos à saúde de funcionários; empresa pode recorrer

24 ABR 17 - 15h:37GLAUCEA VACCARI

Frigorífico JBS, em Campo Grande, foi multado hoje em R$ 1 milhão pela Polícia Militar Ambiental (PMA) devido ao vazamento de amônia ocorrido no dia 6 de abril. Cerca de 100 funcionários tiveram intoxicação e foram encaminhados a unidades de saúde.

De acordo com a PMA, equipe esteve no local um dia depois e notificou a empresa para sanar o vazamento, recolher e apresentar o plano de tratamento da água residual utilizada na contenção do gás de amônia (NH3). Também foi cobrado relatório de controle de emissões atmosféricas e de todas as medidas de contingenciamento contra danos ambientais e à saúde dos funcionários.

O prazo para entrega dos documentos era de 24 horas, mas foi estendido a pedido da JBS. Hoje, policiais foram novamente ao frigorífico e verificaram que a empresa tomou as medidas, atendendo a notificação.

No entanto, depois de todas as avaliações, PMA lavrou multa referente à infração de poluição, com base na Lei de Crimes Ambientais, em que artigo tipifica como infração passível de multa “causar poluição de qualquer natureza em níveis que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana”.

Dessa forma, mesmo tendo sido tomadas todas as medidas corretivas, houve danos à saúde de vários funcionários e, por este motivo, foi aplicada multa de R$ 1 milhão.

Segundo a PMA, multa lavrada é a primeira peça de um processo administrativo que será julgado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Depois da defesa da JBS, órgão julgador poderá acatar, aumentar ou diminuir o valor da multa aplicada.

Em nota, JBS informou que está analisando seu posicionamento com relação ao processo administrativo. Companhia ressaltou que mantém padrões e processos de segurança e que já tomou as medidas adequadas no controle de contaminadores.

VAZAMENTO

O vazamento de amônia aconteceu depois de rachadura em equipamento da sala de máquinas. O local foi isolado e interditado pelo Corpo de Bombeiros.

Depois do vazamento, 10 trabalhadores tiveram situação mais crítica e precisaram de oxigênio. Estes foram levados para atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Coordenadoria de Urgência da Prefeitura da Capital estimou que o número de vítimas do vazamento fosse de aproximadamente 100 pessoas.

* Matéria alterada às 17h24 para acréscimo de informações

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