Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

EM SETEMBRO

Flexpark vai implantar aplicativo
e recorrer de decisão do prefeito

Empresa tentava aumentar cobrança e teve pedido negado

31 JUL 2017Por Izabela Jornada17h:53

O proprietário da empresa Metropark Administração LTDA (Flexpark) - Estacionamento Rotativo Eletrônico, responsável pelo parquímetro das ruas de Campo Grande, Thiago Nogueira, disse que vai recorrer ao aumento de R$ 0,40 negado pela Prefeitura de Campo Grande.

Ele garantiu que os investimentos anunciados no dia 19 de julho, durante reunião com a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Campo Grande (Agereg) serão mantidos. “Vamos implantar um aplicativo e em setembro lançaremos as melhorarias para a população”, afirmou o empresário.  

No dia 19, a Agereg aprovou o aumento de R$ 0,40 no valor cobrado, por meio do parquímetro, porém o prefeito negou a majoração e publicou hoje no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) a decisão, que mantém o valor do parquímetro em R$ 2 por hora estacionada, vigente desde junho de 2015, quando último aumento foi aplicado.

Pelo despacho, o gestor municipal alegou que a empresa não apresentou demonstrativo financeiro que justificasse a necessidade de reajuste da tarifa. 

Em reposta a negação da prefeitura, o proprietário da Flexpark disse que “vai mostrar serviço” e depois de setembro, com a implantação de um aplicativo, recorrerá ao pedido de aumento da tarifa de estacionamento. “População precisa de atendimento de qualidade”, opinou Thiago. 

O aplicativo estará a disposição da população e ajudará na hora de estacionar, indicando onde tem vaga disponível. 

O valor que tinha sido decidido pela Agereg é de oito pontos percentuais superior ao IGP-M dos últimos 24 meses, período que o estacionamento regulamentado ficou sem aumento. Até a decisão do prefeito, no Centro de Campo Grande era comum os funcionários da Flexpark anunciarem o aumento para R$ 3. 

A EMPRESA

O proprietário da empresa, Thiago Nogueira, havia pedido reajuste de R$ 2,00 para R$ 3,80 a hora. Ele comprou a Flexpark em janeiro de 2016 e afirmou que investiu muito. “Comprei a Flexpark sucateada. Eram 40 funcionários e agora temos 80”, ponderou.

O empresário alegou também que 50% do maquinário estava quebrado. O pedido de aumento na tarifa, segundo Thiago, além de viabilizar a empresa é para que o grupo desenvolva aplicativo que facilite para o motorista na hora de estacionar.

“Ele vai poder olhar no aplicativo se tem alguma vaga disponível e não vai precisar ficar dando volta na quadra”, explicou, ao se referir à tecnologia que já está em uso em outras capitais, como São Paulo.

O flexpark hoje dispõe de 2.700 vagas, sendo que 2.096 são pagantes. A empresa é responsável pelo estacionamento nas avenidas e ruas Calógeras, Pedro Celestino, Mato Grosso, 26 de agosto e Da Paz. As vagas destinadas aos idosos não são cobradas.

O proprietário da empresa, durante a reunião do dia 19 de julho, solicitou que a Rua 26 de Agosto ficasse de fora da cobrança porque não apresenta fluxo suficiente para o padrão medido pela Flexpark. Intenção era mudar a área para outra via, mas o pedido ainda está sob análise.

Outra questão levantada na reunião feita pela Agereg é que no caso de roubo ou furto de veículo ou objetos em área cobrada, a Flexpark pode ser acionada na Justiça para indenizar a vítima.

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