Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Assine a Newsletter

Denúncia

Falta de remédio nos postos
de saúde da Capital prejudica tratamento de pacientes

Faltam medicamentos, como Plasil, Dipirona, anti-inflamatórios e antibióticos

21 AGO 15 - 11h:05VÂNYA SANTOS

Falta de medicamentos em postos de saúde de Campo Grande, em especial nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) tem prejudicado o tratamento de pacientes, que precisam de remédios específicos, mas são tratados com medicamentos mais “simples”, que não surtem o efeito esperado.

Conforme denúncia feita ao Portal Correio do Estado, faltam remédios, como Dexametasona (anti-inflamatório), Plasil (anti-nauseante), Hioscina (indicado para tratamento de cólicas gastrintestinais), além de antibióticos endovenosos.

Há pelo menos dois meses está em falta nas UPAs, segundo a denúncia, o Ceftriaxone, utilizado no tratamento de meningite, pneumonia e outras infecções, como infra-abdominais, renais, ósseas, articulares, de tecidos moles, peles, feridas e em pacientes com sistema imunológico com baixa resistência.

Denunciante revelou que quando chega na UPA um paciente com quadro clínico considerado grave, médicos iniciam o tratamento com antibióticos “simples” porque o mais indicado para essas situações está em falta. Como esperado, o paciente não responde bem ao tratamento e é encaminhado para outro local por conta da falta de medicação.

Conforme profissionais da área, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) envia medicamentos em pequena quantidade. Quando acaba, a unidade fica um tempo sem até que outra pequena remessa seja encaminhada.

O problema é que pacientes são prejudicados com essa falta de regularidade no abastecimento das farmácias dos postos de saúde.

Recentemente, durante tratamento de paciente com pneumonia, foram administrados os medicamentos Amoxicilina e Clavulanato, que estavam disponíveis na unidade. A mulher evoluiu mal e então o tratamento passou a ser feito com outro remédio, o Azitromicina, embora ela precisasse mesmo de medicamento via endovenosa, que não tinha.

A paciente então precisou ser encaminhada para outro local e ficou dois dias esperando a chegada do remédio adequado. Enquanto isso, recebeu tratamento insuficiente.

Há relatos de pacientes que chegam nos postos com quadro clínico de vômito e, por conta do vazio nas farmácias, médicos não encontram medicação para administrar. A situação é tão caótica, que falta até Dipirona, remédio analgésico, antitérmico e antipirético muito usado no tratamento de dores e febre, normalmente provocadas por gripes e resfriados.

OUTRO LADO

Questionado sobre a denúncia, o secretário municipal de Saúde, Jamal Salém, negou e disse que recentemente recebeu 15 carretas com medicamentos e que nos próximos dias chegarão mais remédios. “Atrasou a chegada de alguns pedidos, mas nunca faltou remédio nas unidades de saúde. Estamos com estoque suficiente”, garantiu.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Justiça mantém Jamil Name na prisão
MILÍCIA ARMADA

Justiça mantém Jamil Name na prisão

Veja quais são os vereadores recordistas de emendas
PREFEITO VETOU A MAIORIA

Veja quais são os vereadores recordistas de emendas

No clássico dos garotos, Flamengo passa pelo Vasco no Maracanã
CARIOCA

No clássico dos garotos, Flamengo passa pelo Vasco no Maracanã

Professores pedem para investigar vestibular
UFMS

Professores pedem para investigar vestibular

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião