Cidades

CRIME ORGANIZADO

Facção que causou massacre no AM
fez alianças no Presídio Federal da Capital

Negociação entre FDN e CV aconteceu em 2015 e previa ataque a facção rival

DA REDAÇÃO

05/01/2017 - 18h51
Continue lendo...

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal do Amazonas identificaram durante Operação La Muralla que a facção criminosa que comandou massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus reforçou sua atuação a partir de negociações fechadas no Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande.

Conversas monitoradas durante a investigação, ainda em outubro de 2015, indicaram que integrante da facção Família do Norte (FDN) alinhou aliança com o Comando Vermelho (CV), que tem atuação principal no Rio de Janeiro. As conversas foram feitas enquanto os presos que discutiram essa "parceria" estavam reclusos na Capital.

Os detentos que discutiram a aliança foram Gelson  Lima Carnaúba, o Mano G, que faz parte da FDN, e Caçula, integrante do CV. Gelson é indicado como um dos líderes da Família do Norte e responde por tráfico de drogas e outros crimes.

Nesse trabalho investigativo das autoridades amazonenses, que resultou na denúncia de 94 pessoas por tráfico internacional de drogas e ajuizamento de 15 ações penais em fevereiro do ano passado, foi indicado em relatório que a atuação conjunta dessas facções pretendia assassinar todos os membros de outra facção, a Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua principalmente em São Paulo, que estivessem presos em Manaus.

A PF ainda conseguiu confirmar que  FDN e CV estariam atuando conjuntamente a partir de interrogatório de integrantes do grupo criminoso do norte do país. Em presídios, as siglas das duas facções começaram a ser escritas na frente de celas para demonstrar a união, apontou relatório da polícia.

"Essa 'aliança', por si só, já se mostra um tanto quanto preocupante, no entanto, ao longo das interceptações telefônicas, verifica-se tratativas da FDN não apenas com o Comando Vermelho, como também com organizações criminosas radicadas no nordeste", indicou a Polícia Federal.

A reportagem procurou o Ministério da Justiça para verificar que ações foram tomadas por conta da investigação para aumentar o monitoramento sobre detentos no Presídio Federal de Segurança Máxima da Capital. Até a publicação desta matéria, nenhuma resposta tinha sido enviada.

O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul também foi procurado, mas a assessoria de imprensa não estava funcionando depois das 14h. A Polícia Federal do Estado não confirmou se foi montada investigação em âmbito regional.

REBELIÃO E MASSACRE

No dia 1º, presos no Compaj promoveram rebelião que deixou 56 mortos, alguns deles decapitados outros tiveram o coração arrancado. Ainda foram feitos 12 servidores e 14 detentos como reféns.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou que 130 internos conseguiram fugiram durante o motim. O tumulto durou 17 horas e revelou estrutura frágil da unidade. O presídio tinha 1.224 pessoas, mas a capacidade é para 454 homens.

Logística

Exército começa a instalar ponte de guerra em Rio Negro

Ponte provisória começa a ser montada, neste domingo (5), após queda provocada por excesso de peso e chuvas

05/04/2026 15h44

Divulgação Redes Sociais

Continue Lendo...

Quarenta e dois dias após a queda da ponte sobre o Rio do Peixe, o 9º Batalhão de Engenharia do Exército iniciou, neste domingo (5), a instalação de uma ponte de guerra provisória em Rio Negro, município localizado a 153 quilômetros de Campo Grande.

Durante o sábado (4), os militares começaram a descarregar a estrutura que será utilizada no projeto, na MS-080, onde a ponte caiu no dia 22 de fevereiro, em decorrência das fortes chuvas que atingiram o município.

A queda ocorreu quando um caminhão passava pela ponte. Conforme informações do governo do Estado, o acidente ocorreu devido ao excesso de peso.

 

 

 

Ponte provisória

O modelo de ponte LSB (Ponte de Acesso Logístico) é uma estrutura desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial. Ela é usada, essencialmente, em rotas de abastecimento, foi modernizada para tráfego pesado e pode ser utilizada na substituição de pontes civis danificadas ou como ponte provisória.

Além do Brasil, seu projeto tem sido utilizado em diversos países, como Alemanha, África do Sul, Irlanda, Filipinas, Camarões, Paquistão, Escócia, Reino Unido, Nova Guiné, Madagascar, País de Gales, Trinidad e Tobago e República do Congo.

Por ser feita com materiais leves e modernos, sua montagem pode ser realizada manualmente ou com o uso de equipamentos leves, podendo ser desmontada e armazenada. A estrutura suporta a passagem de tanques de guerra e é facilmente transportada.

Reconstrução da ponte

O Governo de Mato Grosso do Sul, em publicação no dia 31 de março, por meio do Diário Oficial, oficializou a contratação emergencial para a reconstrução da estrutura, com custo estimado de R$ 13,2 milhões e prazo de execução de 360 dias.

A obra foi contratada junto à empresa Paulitec Construções Ltda. e inclui tanto a elaboração do projeto quanto a execução da nova estrutura. A medida ocorre após o reconhecimento da situação de emergência no município, decretada no fim de fevereiro.

Relembre

A ponte cedeu na manhã do dia 22 de fevereiro, na altura do km 145 da MS-080, enquanto uma carreta realizava a travessia. Parte do veículo chegou a despencar no rio, ficando pendurado entre o asfalto e a água. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com o governo do Estado, o desabamento foi causado pela combinação entre o excesso de peso do caminhão e o desgaste da estrutura, agravado pelo alto volume de chuvas registrado ao longo daquele mês. No início de fevereiro, Rio Negro foi atingido por cerca de 250 milímetros de chuva, o que já havia comprometido trechos da rodovia.

A MS-080 é uma das principais ligações da região, conectando Campo Grande a municípios como Rochedo, Corguinho e Rio Negro, além de ser rota importante para o escoamento da produção rural.

Desde a queda da ponte, o trecho permanece interditado para veículos. Motoristas passaram a utilizar desvios por rodovias como a BR-163, via São Gabriel do Oeste, e a BR-419, sentido Corumbá.

Também foram abertas rotas alternativas por estradas vicinais, permitindo apenas o tráfego de veículos leves. Caminhões seguem impedidos de circular pelo local, o que tem impactado diretamente produtores e o transporte de cargas.

Nos primeiros dias após o acidente, a travessia de pedestres passou a ser feita com o auxílio de barcos.

Já na última semana, o Exército Brasileiro instalou uma passarela provisória sobre o Rio do Peixe, permitindo a passagem a pé entre as margens. A estrutura foi montada por cerca de 20 militares e deve permanecer no local por até oito meses, funcionando das 6h às 18h.

Apesar da medida, a travessia segue limitada e não resolve o principal problema da região: o bloqueio para veículos.

Assine o Correio do Estado 

TRÁFICO

Polícia prende traficantes que vendiam drogas em frente à escola infantil no São Conrado

Durante a abordagem, foram localizadas mais de cem porções de entorpecentes, divididas entre cocaína e maconha

05/04/2026 14h45

Foto: Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul prendeu dois homens, identificados como Ryan Carlos Vilasanti de Oliveira e  Mike Davison Medeiros da Silva Lima, na noite de sábado (4), pelo crime de tráfico de drogas. De acordo com uma denúncia anônima, os indivíduos vendiam cocaína e maconha no portão da Escola Municipal de Ensino e Educação Infantil (EMEI) do bairro São Conrado, de forma reiterada.

A denúncia foi formalizada na sede do Batalhão de Polícia Militar de Choque pelo pai de um aluno, que não se identificou com medo de represálias. Segundo os relatos, o crime era realizado por Ryan em frente ao portão da escola. O denunciante informou ainda que a venda de entorpecentes ocorre todos os dias da semana, fato que preocupa a comunidade local.

A equipe policial foi até o endereço indicado pelo denunciante e, ao acessar a via, visualizou dois indivíduos posicionados em frente à residência. Durante a abordagem, foram localizadas 113 porções de entorpecentes.

Nos bolsos da bermuda de Ryan, tinham 25 pacotes de cocaína e dez de maconha. Em baixo de uma pedra, a qual o rapaz estava sentado, haviam mais 33 porções de cocaína e 45 de maconha.

Durante a checagem nos sistemas policiais, as autoridades constataram que Mike Davison possui mandado de prisão em aberto, pelo crime de tráfico de drogas.

Diante dos fatos, os policiais deram voz de prisão a ambos os indivíduos. Os autores foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC/CEPOL) para a adoção das providências legais cabíveis.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).