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INVESTIGAÇÃO

Gaeco apura que ex-secretário da Capital
recebeu R$ 10 milhões em propina

André Scaff e a esposa receberam valores durante 5 anos

27 OUT 16 - 18h:26RODOLFO CÉSAR

O Ministério Público Estadual concluiu em investigação que o ex-secretário de Finanças de Campo Grande André Luis Scaff, e a mulher dele, Karina Ribeiro Mauro Scaff, receberam R$ 10 milhões em propinas. A denúncia, oferecida à Justiça Estadual na segunda-feira (24), detalha os pagamentos que foram feitos por diferentes empresas entre os anos de 2010 e 2015.

Foram R$ 3.183.836,20 depositados nas contas dos dois denunciados por empresários, arquitetos e engenheiros. As quantias, ao longo de cinco anos, variaram entre R$ 680 a R$ 200 mil. As maiores quantias foram depositadas por empreiteiras e empresas de construções.

Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsáveis pela apuração, ainda averiguaram que R$ 3.045.325,31 também foram depositados nas contas do casal, mas sem identificação para que o dinheiro fosse rastreado.

O esquema de recebimento de propina foi mais intenso, segundo o Gaeco, em 2013, quando Scaff teve rendimento de mais de R$ 1,338 milhão e os depósitos somaram R$ 3.325.327,69. A somatória dos valores indicados como ilícitos chega a R$ 10.829.413,52.

O MPE também cruzou dados com a Receita Federal para identificar que os informes de imposto de renda e bens declarados estavam incompatíveis com movimentação financeira de André e Karina.

A investigação apontou que as propinas eram pagas para que empresários obtivessem vantagens indevidas pelo fato de André Scaff desempenhar funções de confiança na Câmara Municipal, onde é procurador jurídico.

"Os empresários mantinham contratos com a Administração Municipal, ao assim agirem, compravam facilidades na Câmara Municipal, já que pagavam para ter como seu aliado o denunciado André Luiz Scaff, que por muitos anos exerceu o influente cargo de chefe de gabinete da presidência da Casa", escreveram os promotores do Gaeco na denúncia.

NA JUSTIÇA

O inquérito do MPE denunciou na Justiça Estadual André e Karina Scaff. Os promotores ainda pediram na ação penal que haja o bloqueio de bens no total de R$ 10 milhões do casal.

O processo foi distribuído para a 1ª Vara do Júri, mas o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida declinou da competência e determinou que a ação seja enviada para Vara Criminal de Campo Grande. Essa decisão foi proferida hoje pela manhã.

Na mesma denúncia, outras 22 pessoas também figuram como participação no esquema tanto para auxiliar na lavagem de dinheiro, na ocultação de bens e corrupção passiva.

Veja os outros denunciados:

Abimael Lossavero (engenheiro agrimensor),

André Luiz dos Santos (empresário),

Andréia Silva de Lima (empresária),

Ariel Dittmar Raghiant (arquiteto),

Conrado Jacobina Stephanini (engenheiro civil),

Denis Peixoto Ferrão Filho (advogado),

Edmilson Rosa (empresário),

Guilherme Muller (engenheiro civil),

Jean Michel Marsala Junior (empresário),

João Alberto Krampe Amorim dos Santos (empresário),

José Audax César Oliva (engenheiro civil),

Juarez Falcão Alves (empresário),

Michel Chafic Ferzeli (corretor de imóveis),

Olmar Aparecido Moura (empresário),

Orlando Torres da Silva (empresário),

Reginaldo João Bacha (arquiteto),

Ricardo Schettini Figueiredo (engenheiro civil),

Sandra Maristela Velho Mondragon (empresária),

Uilson Domingos Simioli (engenheiro eletricista),

Wanderson Prado Rodrigues (contador),

Willian José de Melo (empresário),

Zouhair Gorgis Admou (corretor de imóveis).

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