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Campo Grande - MS, terça, 20 de novembro de 2018

Improbidade

Ex-prefeitos de Campo Grande
são alvos de nova denúncia

Promotores pedem bloqueio de bens dos denunciados

9 JUN 2017Por EDUARDO MIRANDA20h:23

Em mais uma denúncia que aponta desvio de dinheiro público por meio contratos de tapa-buraco da Prefeitura de Campo Grande firmados em 2012, o Ministério Público Estadual acusa de improbidade administrativa os ex-prefeitos Nelson Trad Filho e Gilmar Olarte, os ex-secretários de Infraestrutura João Antônio de Marco, Semy Alvez Ferraz e Valtemir Alves de Brito, além de servidores públicos, empresas privadas e seus sócios.

Deles, a “força-tarefa” de promotores de Justiça quer bloquear de R$ 369.011.600,59 de seus patrimônios.

Deste valor, R$ 28.398.815,43 referem-se ao desvio de recursos dos cofres públicos ocorridos por meio dos contratos com as empresas LD Construções, Equipe Engenharia, Usimix e Asfaltec; R$ 283.815.154,30 são pedidos como indenização por dano moral coletivo (dez vezes o valor do dano material), e mais R$ 56.797.630,86 de multa civil. 

Ao todo, são 28 denunciados pelos promotores Adriano Lobo Viana de Resende, Fernando Martins Zaupa, Tiago Di Giulio Freire, Cristiane Mourão Leal Santos e Thalys Franklyn de Souza. A acusação está na a 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Campo Grande, cujo titular é o juiz Alexandre Tsuyoshi Ito. Até ontem à tarde, nenhuma decisão havia sido tomada. 

Além do direcionamento das licitações (como por exemplo, a exigência da garantia de 1% do valor do contrato antes das propostas), os promotores acusam os envolvidos de integrarem um esquema que desviava dinheiro público por meio da fraude na medição (ou na ausência de fiscalização) do serviço de tapa-buracos. 

O município de Campo Grande foi convidado pelo Ministério Público Estadual para integrar o polo ativo do processo. 

Com esta ação, ajuizada hoje, agora são três os casos de improbidade administrativa envolvendo a operação tapa-buraco denunciados pelo Ministério Público.

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