Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

Residencial Jardim Canguru

Equipes da Emha vistoriam
272 apartamentos na Capital

Entregues há pouco mais de 3 meses, as unidades passam por problemas

29 JUL 2017Por TAINÁ JARA11h:24

Nove equipes compostas por 35 servidores da Agência Municipal de Habitação (Emha) realizaram vistoria na manhã deste sábado, nos 272 apartamentos do Residencial Jardim Canguru. Entregues há pouco mais de três meses, as unidades passam por diversos problemas, além de depredação e abandono, a venda dos apartamentos por valores entre R$ 3 mil e R$ 5 mil é o principal alvo de denúncias.

De acordo com o diretor presidente da Emha, Eneas José de Carvalho, a vistoria foi motivada pelo alto número de denúncias. “Estamos averiguando se os moradores presentes nas casas são de fato os contemplados com as unidades”. Os resultados farão parte de uma relatório elaborado pela agência e que será encaminhado ao Banco do Brasil, agente financiador do empreendimento. Caberá ao banco adotar medidas para reintegração de posse das unidades onde forem constatadas irregularidades. 

Os beneficiados que tiveram negociando as unidades perderam a posse do apartamento, além de não ter mais direito de adquirir em todo o território nacional unidades de caráter social bancadas com recursos públicos.  

Conforme o diretor, as unidades com parcelas que variam entre R$ 35 e R$ 87 são vendidas por valores que variam de R$ 3 a R$ 5 mil. Práticas deste tipo impedem que pessoas que realmente precisem tenham acesso a casa própria. Atualmente, 42 mil pessoas estão inclusas do cadastro da Emha a espera da casa própria.

Pessoas como a dona de casa Elizabeth Aparecida. Com seis filhos, entre 5 e 18 anos, ela esperou pelo menos três anos para poder deixar de viver de favor na casa da mãe. A mudança foi feita dias depois da inauguração do empreendimento, no dia 27 de maio. “Foi uma emoção muito grande. Essa foi minha primeira casa própria”.

Emoção semelhante sentiu a pensionista Maria Conceição Ferreira. Os mais de oito anos de espera impediram que o marido a acompanhasse na mudança. “Ele morreu antes de ganharmos a casa”. Antes disto, ela precisava desembolsar em média R$ 350 por mês em moradia. Agora paga R$ 80. “Foi Deus que abençoou”.

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