Cidades

DEPUTADO MS

Deputado banca bebida alcoólica com dinheiro público

Deputado banca bebida alcoólica com dinheiro público

Redação

16/09/2019 - 10h08
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O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) usou dinheiro publico para bancar rodadas de cerveja, chope e vinho para sua equipe de gabinete em uma pizzaria da capital. A conta de quase R$ 1,8 mil foi paga, acreditem com recursos da verba indenizatória, dinheiro esse  que deveria ser destinado para cobrir despesas exclusivas de mandato. O fato ocorreu em dezembro de 2017, mas só agora vem a público por meio da ONG Operação Política Supervisionada (OPS), especializada na fiscalização de gastos públicos do Legislativo.

Reeleito em 2018, Pedro Kemp disse ao Congresso em Foco que foi com sua assessoria festejar o balanço de seu mandato naquele ano numa pizzaria. O deputado conta que sempre prezou por excluir consumo de bebidas alcoólicas dos itens reembolsados a ele pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Mas, nesse caso, segundo ele, houve um descuido.

"Não costumo pedir ressarcimento de bebida alcoólica. Sempre que tomo uma cerveja ou caipirinha em viagem excluo esse valor. Tenho esse cuidado. Essa nota especificamente passou", afirmou.

O festejo de final de ano contou com ao menos 42 bebidas alcoólicas, entre cerveja e chopp, além de duas garrafas de vinho chileno Carmen Carmenere. Tudo bancado com dinheiro público.

Pedro Kemp é escritor, formado em Filosofia e Psicologia e começou sua carreira política ao se eleger vereador de Campo Grande em 1997. É deputado estadual desde 2001. O deputado afirmou que devolverá o dinheiro gasto indevidamente à assembleia se a casa legislativa exigir.

"Se a Assembleia considerar que foi irregular, com certeza vou ressarci-la. Não tenho intenção de fazer qualquer coisa irregular", disse.

Colaborador da Operação Política Supervisionada, Sebastião Marcos encaminhará ofício à assembleia para que o caso seja apurado e o valor restituído aos cofres da casa.

Fonte: Congresso em Foco

SEM ACORDO

Adriane quer parcelar reajuste e professores rejeitam proposta

Em reunião realizada nesta quinta-feira (25), a Prefeitura de Campo Grande propôs 3,4% de reajuste salarial, parcelados em duas vezes de 1,7% cada

26/06/2026 08h15

Reunião entre representantes da ACP, Prefeitura de Campo Grande e a Comissão de Educação da Câmara Municipal

Reunião entre representantes da ACP, Prefeitura de Campo Grande e a Comissão de Educação da Câmara Municipal Divulgação: ACP

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Em reunião realizada na quinta-feira (25), o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) recusou a proposta da Prefeitura de Campo Grande em reajustar o Piso Nacional de 20h. O Executivo ofereceu apenas 3,4%, divididos em duas parcelas de 1,7% cada. Um novo encontro foi definido para o dia 1º de julho, quando uma nova oferta deve ser apresentada.

"Devemos ter apresentação de uma proposta que contemple o que foi acordado no dia 12 de junho com a prefeita", disse Gilvano Kunzler Bronzoni, presidente da ACP. O modelo de parcelar o reajuste em duas vezes e abaixo dos 5,4% do Piso Nacional segue a mesma forma imposta à reposição salarial dos servidores municipais, quando os 4,39% foram divididos em 2,20% e 2,19%, a serem pagas em agosto deste ano e janeiro de 2027, respectivamente.

Ainda na noite de ontem, os professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande (REME) se reuniram em Assembleia Geral Extraordinária, no auditório da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), para debateram os avanços da Comissão Mista de Negociação em relação a política do Piso 20h da REME.

A assembleia ocorreu após a reunião realizada durante o dia entre representantes do Sindicato, da Prefeitura Municipal de Campo Grande e da Comissão de Educação da Câmara Municipal. Durante o encontro, a categoria recebeu informações sobre o andamento das negociações, avaliou o cenário atual e deliberou sobre os próximos encaminhamentos da campanha de valorização do magistério.

Em sua fala aos professores, o presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, destacou que a força da categoria tem sido determinante para manter a negociação avançando.”Estamos no caminho da luta e da valorização. Luta, valorização, insistência e garra. É assim, na prática, cotidianamente, sem desistir e sem se cansar”, afirmou.


 

Saúde

Santa Casa terá de reinserir na regulação pacientes ortopédicos

Decisão ocorreu durante audiência de conciliação realizada ontem e prevê que pessoas não atendidas retornem para a fila regulatória após 48 horas de espera

26/06/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira

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A Santa Casa de Campo Grande terá de reinserir na regulação pacientes ortopédicos que não tiverem a intervenção cirúrgica realizada em até dois dias.

A decisão veio depois de visita da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul ao hospital, que encontrou pessoas aguardando há meses a retirada de materiais de síntese, como hastes, pinos e fixadores externos implantados durante o tratamento.

Nesta semana, a Defensoria Pública ingressou com três ações civis públicas contra a Santa Casa. Duas delas tratavam das filas invisíveis, que são os casos de pacientes que aguardam por tempo indeterminado para passarem pelo procedimento cirúrgico, e outra tratava da demora da instituição para remover implantes ortopédicos pós-cirúrgicos.

Pessoas que precisarem de atendimento ortopédico deverão ser socorridas em até 48 horas no hospital - Foto: Gerson Oliveira 

Em nota divulgada logo após as ações serem oficializadas, a Defensoria afirmou que “pacientes aguardam há meses e, em alguns casos, há mais de dois anos pela conclusão do tratamento.

A lista inclui crianças de 4, 8 e 9 anos, adultos e uma idosa de 87 anos. Há casos de pessoas que esperam desde abril de 2024 pela retirada dos dispositivos”.

Para que as situações fossem resolvidas, o Poder Judiciário marcou uma audiência de conciliação com todas as partes envolvidas, que ocorreu na tarde de ontem, no Fórum de Campo Grande, e teve a presença de representantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e do titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Marcelo Vilela.

Ao término da audiência, a defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz, coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), disse que ficou decidido que pacientes de baixa e média complexidade ortopédica serão reinseridos na regulação depois de 48 horas sem realizar a cirurgia.

“Sim, [ficamos satisfeitos] porque foi estabelecido um prazo para que eles agilizem essas filas, para que eles organizem e prestem informações. Eles têm que dar informação de toda a demanda reprimida que têm. Para que não se crie essa fila, esses pacientes serão reinseridos na regulação, para que Estado e Município possam direcionar esses pacientes para outros locais que fazem o procedimento”, explicou.

Além disso, a Santa Casa terá de apresentar, dentro de 15 dias, a quantidade de pacientes que estão nessa situação.

Daqui a cerca de um mês, no dia 28 de julho, uma nova audiência será realizada para que seja analisado se a instituição hospitalar está cumprindo o que foi combinado no acordo de ontem.

JUSSARA

Uma história que poderia ser diferente se esta “nova política” já tivesse sido adotada pela Santa Casa é a de Jussara Marisa Aparecida Pereira Delmondes, de 49 anos, que morreu em outubro do ano passado por causa de uma infecção bacteriana, após o hospital não retirar uma haste intramedular de sua perna no tempo estipulado clinicamente, como mostrou matéria do Correio do Estado.

No fim de 2024, Jussara teve o fêmur quebrado após sua mãe tentar colocar a fralda nela. Ela foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, encaminhada para a Santa Casa.

Após analisar a situação, o médico responsável pelo caso decidiu que a melhor opção era colocar a haste intramedular, implante ortopédico de titânio ou aço que atua como uma tala interna, que tem a função de estabilizar a fratura, manter o alinhamento e distribuir a carga. Essa cirurgia foi realizada em janeiro de 2025.

Porém, depois de diversas tentativas de retorno, sem sucesso, e 16 dias depois de a família conseguir judicializar o caso na Defensoria Pública, Jussara morreu no dia 23 de outubro, quase 10 meses depois da cirurgia.

Na certidão de óbito, a causa da morte aparece como “insuficiência respiratória aguda, choque séptico, foco cutâneo de joelho direito, haste intramedular extrema infectada (outras condições significativas que contribuíram para a morte), fratura de fêmur direito em 2024”.

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