Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

Denar

Depósito armazenava maconha registrada com a marca “Hulk" em Campo Grande

Sobrado no Bairro Rita Viera era utilizado como armazém

15 AGO 2017Por Renan Nucci11h:37

A Polícia Civil desmontou na segunda-feira entreposto do tráfico de drogas que operava em um sobrado no Bairro Rita Vieira, em Campo Grande.

O imóvel era usado como armazém de 581,9 quilos de maconha de consórcio. Os tabletes tinham formas, pesos, cores e marcações diferentes, o que significa que teriam mais de um destinatário. Parte da droga estava registrada com a marca “Hulk”, que significa qualidade superior, em alusão ao super-herói esverdeado.

As ações foram coordenadas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e culminaram na prisão de Roberval da Cunha Saravi, 43 anos. E

le já tem passagens por tráfico e cumpria pena no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, mas não deu detalhes à polícia, afirmando que só falaria em juízo.

O homem foi detido no momento em que saía da residência com dois tabletes. A suspeita é de que fosse demonstrar a qualidade do material a supostos compradores. Durante a ação, também foi apreendido uma picape Fiat Strada de uma locadora, com restrição legal.

Segundo o delegado Rodrigo Yassaka, responsável pelas investigações, o depósito foi descoberto por meio de denúncia anônima encaminhada à Denar. “Fomos à casa, localizada na Rua Maria Justina de Souza, e depois de duas horas flagramos o autor saindo do local, momento em que foi realizada a abordagem”.

O objetivo da polícia agora é descobrir quem são os outros envolvidos. “A casa não tinha um móvel sequer, o que confirma que era usada apenas como depósito. Geralmente, esse tipo de crime é cometido por quadrilhas, e tentamos identificar quem são os outros envolvidos”, disse.

Consórcio

O consórcio entre traficantes é muito comum. A prática é adotada para minizar custos operacionais de logística e prejuízos com eventuais apreensões. A maconha adesivada com a marca do “Hulk”, informa a polícia, é conhecida como 2 por 1, ou seja, vale até duas vezes mais do que a droga comum, simplesmente por ser mais nova e mais “verde” - daí vem a comparação com o personagem dos quadrinhos.

O crime organizado entende que a erva recém-colhida produz efeito superior àquela que já está estocada há mais tempo, por isso recebe distinção das demais.

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