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RISCO

Depois de emergência, Capital reduz infestação de Aedes aegypti

Foram 12.722 casos confirmados na cidade em 2019

1 AGO 19 - 09h:13DA REDAÇÃO

Mesmo diante da epidemia e 12.722 casos de dengue confirmados em 2019, a prefeitura conseguiu reduzir 100% das áreas de risco para infestação do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya -, em Campo Grande. É o que aponta o mais recente Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti  (LIRaa), divulgado nesta semana. 

Diante da alta incidência de casos de dengue na Capital, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta anunciou, na semana passada, R$ 9,5 milhões para ações de combate a dengue. A liberação ocorreu quase quatro meses depois do prefeito Marcos Trad, decretar situação de emergência diante do avanço da doença.

O saldo positivo em relação as áreas de infestações é reflexo das ações e efetivas e estratégias executadas nos últimos meses pela Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), através da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV).

Em janeiro, das 69 áreas correspondentes às unidades de saúde de cada localidade, 14 estavam em situação de risco (índice de infestação superior a 3,9%); 48 em alerta (de 1 a 3,9%) e apenas seis apresentam índices satisfatórios (0 a 1%), conforme o primeiro levantamento publicado neste ano.

O segundo levantamento publicado em maio revela que oito áreas estavam em risco, 45 em alerta e 14 com índices satisfatórios.

Já o LiRaa do mês de julho, divulgado nesta semana, aponta uma redução de 100% das áreas consideradas de risco, caindo de oito para 0. As áreas em alerta reduziram para 15 e as com índices satisfatórios saltaram para 54.

O link para download do comparativo completo dos levantamentos de janeiro, maio e julho, está disponível clicando no marcador.

Para o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, o resultado positivo é reflexo do empenho dos servidores e também da população, no entanto, ele reforça a necessidade de todos continuarem em alerta para evitarmos novas epidemias no futuro.

“Felizmente conseguimos superar a epidemia de dengue, conforme os números nos mostram. Porém é preciso deixar bem claro que esse trabalho precisa ser constante. Mesmo neste período menos chuvoso, onde há uma diminuição natural no número de casos, é preciso que cada um faça sua parte. Por isso alertamos a população para que mantenha os cuidados e aproveite justamente essa época para fazer uma vistoria no quintal e eliminar potenciais criadouros. A prevenção sempre será o melhor remédio. A secretaria continuará fazendo a sua parte”, comentou.

RESULTADOS

O comparativo revela que a a área mais crítica era a UBSF Paradiso – que abrange os bairros Monte Castelo, Seminário e Vila Nossa Senhora das Graças –   com  Índice de Infestação Predial (IPP) de 7,3%.  Conforme o mais recente  levantamento, o índice caiu para 0,4%.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado esta semana pela Superintendência de Vigilância em Saúde, no mês de julho foram notificados 474 casos de dengue, o que representa uma redução de quase 80%, quando se comparado com o mês anterior. Em junho foram registradas 2.281 notificações.

De janeiro até agora foram mais de 38 mil casos da doença notificados, sendo 8,7 mil confirmados e oito óbitos. Foram notificados 397 de zika e 201 chikungunya no mesmo período. Boletim epidemiológico completo disponível aqui.

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