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Campo Grande - MS, segunda, 12 de novembro de 2018

AUDIÊNCIA

Delegada confirma em juízo que jovens foram obrigados a estuprar Kauan

Titular da Deaij foi uma das primeiras a prestar depoimento

28 AGO 2017Por IZABELA JORNADA19h:00

A delegada Aline Gonçalves Sinnott Lopes Bruno Henrique Urban, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), foi uma das primeiras a prestar depoimento na Vara da Infância e da Juventude de Campo Grande hoje, durante audiência no caso de Kauan Andrade Soares dos Santos, que morreu depois de ter sido estuprado no Coophavilla II.

A delegada, em seu depoimento, reforçou ao juiz Mauro Nering Karloh que quatro adolescentes foram obrigados a violentar sexualmente Kauan depois de ele ter sido morto asfixiado.

Os jovens tinham ido à casa do professor suspeito de estuprar, matar e esquartejar Kauan para tentar obter dinheiro. Esse tipo de prática do suspeito era comum e ele pagava por favores sexuais a menores de idade.

A delegada explicou que os mesmos adolescentes que cometeram a infração também eram violentados pelo professor.

Além dela, outras testemunhas e suspeitos pelo crime também seriam ouvidos hoje no Fórum de Campo Grande. Os detalhes do processo não foram divulgados porque o caso corre em segredo de justiça.

A investigação da morte de Kauan precisou ser dividida porque tem o envolvimento de adolescentes na prática de infração.

A Delegacia Especializada de Proteção à Infância e ao Adolescente (Depca) está com o inquérito relativo aos crimes praticados pelo professor. Enquanto que a Deaij investigou o envolvimento de menores no mesmo tipo de delito.

Por conta da investigação, dois adolescentes foram apreendidos em Unidade Educacional de Internação (Unei). Não foi confirmado que um deles teve concessão para ser liberado hoje.

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