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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

Liberação de bens

Defesa de João Santana e Monica Moura pede desbloqueio de bens do casal

A dupla já foi condenada duas vezes pela Operação Lava Jato

14 AGO 2017Por G113h:47

Os advogados do casal João Santana e Monica Moura pediram ao juiz Sérgio Moro o desbloqueio de parte dos R$ 28,7 milhões que foram bloqueados pela Justiça e alegaram dificuldades financeiras do casal. A dupla já foi condenada duas vezes pela Operação Lava Jato e responde pelo crime de lavagem de dinheiro.

Atualmente, cumprem a pena em liberdade provisória.

O casal é acusado de receber milhões de dólares em conta secreta no exterior e milhões de reais em espécie no Brasil do esquema criminoso da Petrobras. Os valores, segundo o MPF, foram pagos a eles para remunerar serviços em campanhas eleitorais no Brasil.

A defesa disse também que a dificuldade financeira ocorre porque o casal não pode trabalhar e auferir renda para seus gastos pessoais e de suas famílias. "Sendo, então, de vital importância a restituição dos valores remanescentes, inclusive, para pagamento dos honorários advocatícios", justificaram os advogados.

O pedido foi protocolado no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná no dia 7 de agosto. Até a manhã desta segunda (14), o juiz Sérgio Moro não tinha se posicionado sobre o assunto.

Condenações

A última condenação do casal foi de 7 anos e 6 meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro em uma ação que investiga valores negociados (cerca de R$ 128 milhões) entre Palocci e a Odebrecht.

De acordo com a força-tarefa da lava Jato, US$ 10,2 milhões foram repassados para os Santana e Mônica Moura, em troca de serviços eleitorais prestados ao PT. Nesta ação, eles foram absolvidos do crime de corrupção.

A primeira condenação foi em fevereiro de deste ano. O casal foi condenado a 8 anos e 4 meses também por lavagem de dinheiro. A ação penal investigou, entre outras questões, os artifícios utilizados pelo casal para ocultação e dissimulação de transferências bancárias no esquema de corrupção como a utilização de conta off-shore no exterior e a simulação de contrato de prestação de serviços.

 

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