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CAMPO GRANDE

De dentro de cela, preso agenciava compradores para produtos furtados

O caso foi descoberto com a prisão do irmão do detento, Hugo Vinícius Crisanto

1 SET 15 - 10h:32LAURA HOLSBACK

Trio que agia em conjunto com presidiário no crime de furto foi desarticulado em investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf). Foi apreendido um adolescente, de 16 anos, e preso Hugo Vinícius Crisanto de Lima, 21 anos. Ele é irmão de Murilo Henrique Crisanto de Lima, 19 anos, o Cirilo, preso em abril deste ano por envolvimento em furtos a casas luxuosas de Campo Grande. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Carlos Delano, de dentro de uma unidade prisional ele agenciava compradores para os produtos de origem ilícita.

Hugo foi preso ontem (31), depois que chegou à delegacia denúncia de que estava vendendo televisores de fonte suspeita. Na casa dele, que fica na Rua Paratudo, no loteamento Rancho Alegre, policiais recuperaram produtos que haviam sido furtados da casa de um agente penitenciário no último 25, no Bairro Taquarussu. Ao todo, foram apreendidos três televisores, dois deles não tiveram os donos ainda identificados.

Hugo confessou envolvimento no crime e indicou que recebia os eletrônicos, para vender, de um adolescente, de 16 anos, que era quem cometia os furtos.

Revelou também, segundo o delegado, que o irmão, que está preso era quem agenciava compradores. “De dentro da cadeia o irmão dele, que está preso por roubo, conseguia compradores para as mercadorias”, citou Delano.

Conforme o autoridade policial, Hugo foi indiciado por receptação e permaneceu preso porque estava em liberdade condicional – há três meses, pelo crime de furto. O menor infrator foi apreendido e encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude (Deaij).

CIRILO

Murilo, irmão de Hugo de codinome Cirilo, foi preso também pela Derf em abril deste ano. Ele foi apontado pela polícia por envolvimento no furto ocorrido na casa de militares do Exército e da polícia. Outros três que agiam em conjunto com ele também foram presos.

ORIENTAÇÃO

O delegado enfatizou, ainda, que crimes de furtos acontecem porque existem receptadores. “Para evitar esse tipo de crime as pessoas não devem comprar produtos sem origem comprovada”, alertou.

De acordo com estatística da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Mato Grosso do Sul, até ontem (31), ocorreram 10.772 furtos na Capital, sendo 691 a mais que no mesmo período do ano passado, quando foram 10.081 casos.

 

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