Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

JBS

Corrêa garante que CPI vai entrar com liminar para retomada de abates

"Não tem como obrigar empresa privada voltar a trabalhar, mas vamos pedir", adiantou Corrêa

19 OUT 2017Por Izabela Jornada e Daniela Arruda12h:22

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JBS, deputado Paulo Corrêa (PR), garantiu aos trabalhadores do frigorífico que vai entrar com pedido de liminar no Tribunal de Justiça (TJ) para a retomada dos abates em Mato Grosso do Sul.

A decisão foi anunciada na manhã desta quinta-feira (19), durante reunião entre parlamentares, funcionários da empresa e representantes de sindicatos, após o fim da sessão, na Assembleia Legislativa. 

Mais de três mil manifestantes lotaram a Casa de Leis para pedirem que deputados garantam o retorno dos abates feitos pela JBS. 

A maioria dos parlamentares foi a favor do pedido liminar, mas o presidente da CPI já adiantou que não tem como a Justiça obrigar empresa privada a voltar com suas atividades. “Isso não existe, mas nós vamos pedir”, disse Corrêa. 

Outro integrante da CPI, o deputado petista Pedro Kemp, adiantou que na tarde de hoje (19), o presidente do Legislativo, Junior Mochi (PMDB) vai à São Paulo para se reunir com o vice-presidente da JBS, Marcelo Zanata para tentar firmar possível acordo em torno dos R$ 6,5 milhões da empresa que estão bloqueados. “Se eles garantirem bens nós pedimos o debloqueio”, afirmou Kemp. 

Para a próxima segunda-feira (23) está marcada audiência de conciliação entre os representantes dos funcionários da empresa, Governo do Estado, representantes da JBS e integrantes da CPI. Audiência será intermediada por representantes do Tribunal de Justiça.

O deputado Eduardo Rocha (PMDB) alertou sobre o prejuízo da paralisação dos abates. “Não podemos fechar os abates. Não prejudica só os trabalhadores e sim toda a cadeia produtiva que carrega o trabalhador nas costas. A JBS alega que parou os abates por causa do bloqueio. Desbloqueia esse dinheiro urgente e vamos negociar amigavelmente e voltar os abates urgentemente”, disse o peemedebista.  

O BLOQUEIO

O bloqueio dos valores foi solicitado e autorizado pela Justiça Estadual após pedido da CPI da JBS.

O grupo JBS teve bloqueio de bens determinado em três decisões judiciais distintas e os recursos bloqueados somam R$ 730 milhões só no Estado. 

Depois do bloqueio, a JBS anunciou suspensão da compra e dos abates de carne bovina em sete unidades de Mato Grosso do Sul. 

Os representantes dos funcionários temem que os bloqueios em contas bancárias dos frigoríficos resultem em atrasos de salários e até demissões.

A CPI da JBS é formada pelos deputados estaduais Paulo Corrêa (PR), presidente da comissão, Eduardo Rocha (PMDB), relator Paulo Siufi (PMDB), Flávio Kayatt (PSDB) e Pedro Kemp (PT).

*Colaborou Maressa Mendonça

 
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  • Álvaro Rezende / Correio do Estado
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