Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

CPI

Corrêa diz que bloqueio de
contas da JBS não atrasa salários

O republicano declarou que só R$ 6,5 mi foram bloqueados

17 OUT 2017Por Izabela Jornada e Daniela Arruda13h:12

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JBS na Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), em resposta aos protestos dos quase dois mil funcionários do frigorífico, que lotaram o plenário da Casa na manhã desta terça-feira (17), declarou que os R$ 6,5 milhões bloqueados pela Justiça Estadual não interferem no pagamento de funcionários da empresa e que troca os valores por outras garantias, como iates e casas em Miami. 

“Eles estão mentindo para vocês. A CPI bloqueou apenas R$ 6,5 milhões em valores da JBS”, disse Corrêa, durante sessão de hoje, no Legislativo. 

O republicano também criticou a manifestação, declarando que o movimento tem forte conotação política. "Parlamentares que nem são da CPI ficam defendendo o desbloqueio de bens desses picaretas", disse.

Os funcionários lotaram o Legislativo na tentativa de pressionar parlamentares a pedir o desbloqueio dos bens e das contas da empresa.

Os representantes dos funcionários disseram que temem que os bloqueios em contas bancárias dos frigoríficos resultem em atrasos de salários e até demissões.

“Estamos muito preocupados. Queremos montar comissão formada pelo Governo do Estado, Legislativo, representantes dos trabalhadores, frigoríficos e representantes da avicultura para que seja debatido o desbloqueio das contas da empresa”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Carnes e Derivados de Sidrolandia, Sérgio Lonzan.

Deputados, integrantes da CPI, Corrêa, presidente da comissão Eduardo Rocha (PMDB), relator Paulo Siufi (PMDB), Flávio Kayatt (PSDB) e Pedro Kemp (PT) aceitaram o pedido dos trabalhadores da JBS e se reuniram, na sala da presidência, para apresentarem propostas.

“Podemos trocar as garantias. Pedimos os desbloqueios dos valores nas contas e, em troca, eles dão de garantia iates e casas em Miami”, disse Corrêa.

O republicano ratificou ainda que o Estado não pode ficar sem resguardar os 93% das notas que foram analisadas durante os trabalhos da CPI. “São R$ 115 milhões de notas frias. A JBS não é confiável e em nenhum momento pedimos para segurar o salário de vocês (funcionários da empresa). Temos que restaurar a verdade”, reforçou Corrêa. 

Outro integrante da CPI, o deputado Eduardo Rocha, defendeu novamente a ideia de pedir para que Mato Grosso do Sul participe do acordo de leniência que a empresa fez com o Ministério Público Federal (MPF), onde dez bilhões deverão ser devolvidos pela empresa à União.

“Podemos pedir para o deputado federal, Carlos Marun (PMDB), intervir e colocar o Estado no acordo. Pedir os R$ 730 milhões dos dez bilhões para o MS. Queremos um pedaço desses dez bilhões”, disse Rocha. 

 
  • Foto: Bruno Henrique
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