Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

Transporte

Consórcio quer isenção de
imposto sem dar contrapartida

Data-base é em novembro e ainda não se sabe se haverá aumento

10 OUT 2017Por Leandro Abreu12h:22

O presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, foi convidado pela Câmara Municipal para falar hoje (10) sobre o transporte público de Campo Grande e apresentar um balanço das ações da empresa nos últimos meses, como as reformas nos terminais. Com a data-base para o reajuste da tarifa vencendo no mês de novembro, ainda não se sabe se haverá aumento e se a isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) será mantida ao consórcio.

No último acordo entre prefeitura e consórcio, a representante das empresas de ônibus se comprometeu a reformar terminais e melhorar a infraestrutura do transporte coletivo em contrapartida a isenção do ISSQN. Já para esse novo acordo que deve ser firmado até o próximo mês, Rezende diz que isso não deve se repetir.

"Acredito que a isenção deva continuar, mas não é o nosso pensamento fazer essa contrapartida, que na verdade os beneficiados são os passageiros e não o consórcio. A princípio, não devemos fazer, mas tudo depende da conversa com a prefeitura. Vamos esperar", disse durante em visita à Câmara Municipal nesta terça-feira.

Segundo o presidente da Casa de Leis, João Rocha (PSDB), a presença do presidente do consórcio hoje foi para fazer um panorama geral do transporte na Capital e a discussão sobre o reajuste da tarifa ainda não está em pauta. "Ele veio prestar conta de tudo que foi feito nos terminais e nos ônibus. O projeto de isenção do ISS ainda não chegou. Acredito que deva se manter, mas vamos esperar", comentou.

A alíquota de 5% do ISSQN não é cobrada desde 2013 quando o então prefeito, Alcides Bernal (PP), dispensou o pagamento do imposto para ter uma redução na passagem. Em fevereiro deste ano o atual prefeito, Marcos Trad (PSD), estendeu por seis meses a isenção, prazo que venceu no dia 30 de setembro.

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