Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

OPERAÇÃO NARCOS

Comandante de táxi aéreo chefiava
locação de aviões ao tráfico

Deco desarticulou quadrilha que estava envolvida com o tráfico de drogas

16 AGO 2017Por MARIANE CHIANEZI e GLAUCEA VACCARI18h:24

Dois homens foram presos durante investigações da Operação Narcos, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deco), de Campo Grande.

O líder da quadrilha foi apontado como Wadson Ranielly Fernandes, de 35 anos, e seu braço direito, Wellinton José Magalhães, de 36. Os dois foram presos suspeitos de estarem envolvidos em esquema que locava aviões clandestinos para o tráfico de drogas.

Conforme a delegada da Deco, Ana Claúdia Medina, investigação começou assim que a delegacia recebeu denúncia, através de Wadson, de furto de um avião que estava em um hangar do Aeroporto Teruel, na Capital.

Durante as investigações constatou-se que não houve sinais de furto, conforme relatado na denúncia, e polícia começou a apurar de falsa comunicação de crime.

No percurso das averiguações policiais, um avião, do mesmo modelo e prefixo, Baron PT-WMV, havia caído na Bolívia e levantou ainda mais suspeitas e se chegou ao esquema para locar aviões para o tráfico de drogas. Wadson e Wellinton foram presos e Hadson Costa Santos está foragido.

Suspeitos foram apresentados à imprensa hoje à tarde, mas não quiseram pronunciar-se. Inquérito foi concluído e será encaminhado para ao Ministério Público Estadual (MPE).

LÍDER DO ESQUEMA

Wadson, em seu perfil em rede social voltada para fins profissionais, se define como comandante de uma grande rede de táxi aéreo e com formação em Tecnologia de Sistema de Informação.

Piloto estava com licença vencida, conforme a Deco, mas teria autorização para ser piloto comercial com habilitações em aviões de modelo MLTE / IFR/INVA, além de experiência em transporte aeromédico e transporte de valores e malote.

Wadson irá responder por organização criminosa, liderança de organização criminosa, falsa comunicação de crime, atentado contra a segurança de voo, homicídio por dolo eventual (por conta de queda de avião com morte), ocultação de cadáver,  falsidade ideológica, coação no curso do processo, tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse irregular de arma de fogo e lavagem de dinheiro.

Welligton José Magalhães da Silva foi indiciado organização criminosa, atentando contra a segurança de voo, homicídio por dolo eventual, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, coação no curso do processo, associação para o tráfico, posse irregular de arma de fogo e munição e lavagem de dinheiro.

Hadson Costa dos Santos, que está foragido, foi indiciado por organização criminosa, atentado contra a segurança de voo, homicídio por dolo eventual, ocultação de cadáver e associação para o tráfico.

Mais seis pessoas também foram indiciadas, mas não há prisão preventiva decretada contra elas. São elas Wanderson Magalhães Silva, Viviane Andreia Rodrigues, Silvério Peralta Alvarenga (atentado contra a segurança de voo), Silvério Martins Peralta (atentado contra a segurança de voo) e Marcelo do Nascimento Silva, todos por organização criminosa, falsidade ideológica, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Ainda, José Willian Barão Gomes por falsidade ideológica. Ele foi identificado como "laranja" por ser o dono de uma empresa que era usada para lavar o dinheiro do crime.

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