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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

Prefeitura e Solurb

Com inauguração de UTR,
lixão de Campo Grande será fechado em 30 dias

Obra foi retomada em março e trabalhadores vão receber R$ 350 durante transição

14 AGO 2015Por ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS11h:35

A novela envolvendo o fechamento definitivo do lixão de Campo Grande deve acabar nos próximos 30 dias. Pelo menos essa é a promessa da prefeitura e da concessionária que coleta o lixo de Campo Grande, a Solurb, com a inauguração da Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) da Capital, nesta sexta-feira (14).

O fechamento do lixão, pelo menos na teoria, se deu em dezembro de 2012, ainda na gestão Nelson Trad Filho (PMDB). No entanto, sem uma usina de triagem pronta e onde atuar, muitos trabalhadores continuaram catando os materiais no lixão e, na prática, o fechamento nunca aconteceu.

Em março deste ano, a prefeitura e a Solurb firmaram acordo e a obra da UTR foi retomada. Para finalizar os trabalhos, a concessionária diz ter gastado mais R$ 5 milhões, valor que, conforme o prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP), já está sendo pago pela administração.

Atualmente, 60 trabalhadores de duas cooperativas e uma associação atuam na UTR, cada grupo de trabalho processa 20 toneladas de resíduos por mês. No total, a unidade tem capacidade para abrigar 414 trabalhadores. Parte das vagas, devem ser ocupadas por quem ainda atua no lixão, mas que em 30 dias terá de deixar o aterro sanitário.

Conforme o diretor-presidente da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat), Cícero Ávila, foram 234 pessoas qualificadas para atuar na unidade de triagem desde novembro, sendo 147 já inseridos nas cinco cooperativas que atuarão no local. Os profissionais ainda receberão, por três meses, ajuda de custo de R$ 350 da prefeitura para "não perder o padrão de consumo durante a tradição", disse Ávila.

O presidente da Cooperamaras, Daniel Obellar, diz que o grande desafio é reverter o medo de mudança para outro local. “Não é falta de interesse, muitas pessoas ficam inseguras na mudança, mas estão recebendo suporte do poder público e da concessionária, inclusive na formatação da cooperativa”, disse.

SELETIVA

Para que a unidade de tratamento realmente funcione e cause impacto positivo no meio ambiente, é necessário que a coleta seletiva de lixo seja operada. Com ampliação do serviço atrasada, a Solurb está sendo cobrada da prefeitura para que agilize a cobertura da coleta seletiva.

A próxima data para ampliação é o mês de novembro, mas diante das cobranças, há expectativa que haja inclusão de novos bairros no mês de setembro.

Entre os envolvidos no projeto, o novo desafio é claro: conscientizar a população a fazer a divisão do lixo nas residências para que tudo seja devidamente coletado e processado.

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