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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

25 detentos

Com dinheiro próprio, presos da Gameleira farão reforma em escola

Essa é a 8ª obra a ser contemplada pelo programa "Pintando e Revitalizando"

20 JUL 2017Por Izabela Jornada16h:03

No período de férias escolares, 25 detentos do semiaberto da Gameleira farão a reforma da Escola Alice Nunes Zampiere, no Vila Almeida. A unidade de ensino tem 1.170 alunos, conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Ao todo estão sendo reformados 2.383 m² de área, com um custo de R$ 360 mil, entre material e mão de obra.

O custo da obra para o Estado resume-se ao salário dos presos, pagos pela Secretaria de Educação (SED), que também proporciona o transporte dos trabalhadores.

Já o valor do material, orçado em R$ 310.000,00, foi totalmente pago pelos detentos, a partir do dinheiro arrecadado do desconto de 10% do salário de todos os presos que trabalham na Capital.

A instituição de ensino é a 8ª a ser contemplada pelo programa “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade”, que usa a mão de obra prisional e o dinheiro dos presos para reformar escolas públicas de Campo Grande.

A obra teve início há cerca de um mês e se estende até o dia 15 de agosto. A escola foi fundada há 30 anos e a reforma vai atender fielmente o projeto de reforma elaborado pela Secretaria de Educação.

Até o momento, o calçamento interno já foi totalmente refeito, assim como a troca de fechaduras das salas de aula, substituição da fiação e construção de uma entrada diferenciada para o público externo.

Os trabalhos continuam na parte de pintura, jardinagem, reforma hidráulica, troca dos bebedouros, revitalização dos banheiros, instalação de lâmpadas de LED, troca de vidros, instalação de nova cobertura metálica, instalação de calhas, além de uma reforma geral da cozinha, com colocação de coifas e do abastecimento de gás de acordo com as normas exigidas pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo informou o diretor da unidade da Gameleira, Adiel Rodrigues Barbosa, os presos trabalham concomitantemente em diversas frentes para que a reforma seja entregue prejudicando o mínimo possível o início das aulas.

Ele destacou a construção da nova entrada para o público, uma vez que garantirá maior controle de acesso na escola e segurança aos alunos, professores e funcionários.

O programa “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade” foi idealizado pelo juiz Albino Coimbra Neto e é apoiado pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Divoncir Schreiner Maran, pois é uma ação que desenvolve um trabalho de ressocialização do preso, colabora com os cofres públicos do governo estadual e leva conforto e boas instalações para as escolas.

Todos os trabalhadores que participam do programa cumprem penas no instituto penal agroindustrial da Gameleira em Campo Grande. O presídio é referência nacional em ressocialização dos presos por meio do trabalho. Hoje, cerca de 85% dos presos estão inseridos no mercado de trabalho.

 

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