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RESSACA

Com apenas um eleito, vereadores falam de surpresa com "onda Bolsonaro"

Primeira sessão após eleição foi marcada por pauta travada e reencontro

9 OUT 18 - 12h:45GABRIELA COUTO

Com apenas um vereador eleito dos 14 da Câmara Municipal de Campo Grande que tentaram a eleição, o único assunto entre os parlamentares na sessão pós pleito foi da “onda Bolsonaro” que atingiu todo o país.

O vereador mais votado na última eleição, André Salineiro (PSDB) ainda estava digerindo o resultado. “De um lado muitas pessoas pedem mudanças, fazem protestos, mas a grande ponta dos votos não dá para explicar. Estão condicionados a velha forma de fazer política”, disse.

Alegando estar bastante surpreso com o perfil e o feedback do eleitorado ele afirmou que a eleição ficou condicionada a legenda partidária. “Fui com meu projeto. Não carreguei nenhum presidente nas minhas costas”, acrescentou.

Já Chiquinho Telles (PSD) alegou que esperava mais das lideranças. “Fiz o meu papel, mas o mesmo time nem sempre joga com a mesma vontade. Esperava mais de alguns caciques da política, como o Londres Machado. Nosso partido sempre fez três deputados estaduais, podendo fazer quatro e só fizemos dois. Essa onda bolsonareana levou e tirou minha vaga”.

O vereador Delegado Wellington (PSDB) disse que estava feliz com o resultado. “Achamos que não era um ato de sorte a chapa do PSL no primeiro momento, por não ter muito futuro e acabou se privilegiando com o efeito Bolsonaro. Com o trabalho que fizemos deu para aumentar a nossa visibilidade fazer uma pré-campanha para 2020”.

Único a vencer, Lucas de Lima (SD) se diz surpreso com o resultado da chapa. “A maioria dos eleitos são milionários e nossa chapa foi fantástica, conseguimos eleger sete. Foi sorte e trabalho. Acredito que estava no momento certo e na hora certa”.

Para enfermeira Cida do Amaral a falta de uma representante feminina nos próximos quatro anos a deixou muito triste. “A política é um constante aprendizado. Gostaria que todos discutissem mais esse assunto. Muito me entristece de coração não ter uma representante mulher na Assembleia”.

Candidato ao senado, Gilmar da Cruz (PRB) gostou do resultado. “Fiz 35 mil votos, sendo 18 mil só em Campo Grande. Comecei a campanha muito tarde. Tinha muito material com o nome do Pedro Chaves que desistiu pouco antes da caminhada. Não deu tempo e nem dinheiro para visitar metade do Estado, com meu X-miséria. A Soraya se elegeu graças a credibilidade que a população está dando para o Bolsonaro”.

SESSÃO

A pauta de hoje foi travada após pedido de vista e prazo de vencimento ultrapassado nos projetos de lei do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes) para Via Morena Indústria e DR Indústria. A Casa de Leis terá recesso na próxima quinta-feira (11) devido ao feriado de criação do Estado e retorna às atividades na terça-feira (16).

 

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