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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

UPA DO UNIVERSITÁRIO

Casal busca consulta em UPA
e espera ultrapassa as 5h

Sesau informou que cinco médicos atenderam 100 pacientes pela manhã

18 JUL 2017Por Izabela Jornada17h:00

Casal com virose, diarreia e vômito reclamou da demora e do mau atendimento ao chegarem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário, em Campo Grande. Eles buscaram consulta hoje pela manhã e só conseguiram passar pelo médico mais de cinco horas depois de darem entrada na unidade.

“A enfermeira foi muito grossa. Estamos debilitados e temos que ir ao banheiro toda hora, sem contar que nos trataram muito mal porque reclamamos”, disse Patrícia Ferreira, 26 anos. Ela foi com o marido, Nicholas Ferreira, também 26 anos, na UPA do Universitário.

A mulher conseguiu ser atendida durante a manhã, mas o marido só foi chamado cinco horas e meia depois de espera.

Ambos chegaram à UPA às 8h e somente Patrícia foi consultada antes das 11h. “Às 10h começaram a chamar os pacientes. Às 11h00 já não chamaram mais ninguém”, reclamou Patrícia.

Em média, segundo Patrícia, de oito a doze pessoas foram atendidas na manhã de hoje e a unidade ficou sem profissionais até 13h. “Era 11h00 e os médicos e enfermeiros foram para o almoço, sendo que a troca de plantão era para acontecer às 13h”, afirmou. 

Nicholas disse também que tinha, em média, cinco médicos atendendo na unidade. 

O marido de Patrícia só foi atendido no período da tarde, após cinco horas e meia de espera. “É um descaso total. Não tinha ninguém para ser atendido como emergência  na visão deles. Enquanto não reclamamos, eles não atendem e quando atendem nos tratam mal”, disse Patrícia.  

O casal foi classificado na categoria de atendimento como azul, ou seja, com menor gravidade.

Na escala médica do site da prefeitura está programado o número de seis médicos por turno. A reportagem do Portal Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) e a assessoria de imprensa enviou e-mail para informar que um dos médicos não compareceu, mas apresentou atestado e que no período da manhã foram realizados 100 atendimentos em seis horas de turno.

Ainda de acordo com a assessoria, as UPAs são destinadas para atender casos de urgência e emergência e que o próprio protocolo prevê que a espera mínima são de quatro horas para casos classificados como azul. 

Na portaria do Sistema Único de Saúde (SUS) não está especificado o tempo previsto de atendimento e define apenas que é necessário identificar a gravidade do paciente e permitir o atendimento rápido, "em tempo oportuno e seguro, de acordo com o potencial de risco e com base em evidências científicas existentes".

Quanto à informação de que os médicos e enfermeiros saíram para o almoço às 11h, a assessoria da Prefeitura de Campo Grande desmentiu. "Não condiz com a conduta e o atendimento realizado pelos profissionais na unidade".

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