Cidades

MANSÃO DA DANI

Casa de prostituição tinha até crônometro para controlar tempo dos encontros

O estabelecimento foi fechado e a responsável acabou presa

MARESSA MENDONÇA

09/08/2018 - 13h42
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A casa de prostituição conhecida como “Mansão da Dani",  fechada na quarta-feira (8) após investigação Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), tinha até crônometro para controlar tempo dos encontros, mais uma "prova" para a polícia de que não se trata de estabelecimento de beleza, como diz o alvará de funcionamento. O estabelecimento "de luxo" localizado, no bairro Itanhangá, região nobre de Campo Grande, motivou reclamação de vizinhos e até denúncia no Ministério Público Estadual (MPE). 

Em entrevista anterior o Correio do Estado, o delegado que conduziu a investigação que terminou no fechamento do estabelecimento, Paulo Sá, explicou que, se prostituir não é crime, mas manter uma casa de prostituição é, com pena de dois a cinco anos de prisão.

Neste caso, a responsável pelo estabelecimento, identificada apenas como Dani, de 29 anos, tinha um alvará de funcionamento da casa como atividade de estética. Ela foi presa em flagrante, mas, pagou fiança de 10 salários mínimos e acabou liberada nesta quinta-feira (9). 

No momento do flagrante, todas as garotas e um cliente, que estavam no local, também foram encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Piratininga para serem testemunhas da prisão.

PROIBIÇÃO TEMPORÁRIA

Para evitar incêndio florestal, MS suspende queima controlada

Nota técnica aponta a possibilidade de atuação do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) em intensidade forte a muito forte, favorecendo a ocorrência de queimadas

31/07/2026 11h45

Queima controlada está proibida em Mato Grosso do Sul

Queima controlada está proibida em Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / Imasul

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Em publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), desta sexta-feira (31), o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc),  suspendeu a prática e queima controlada, no período entre 1º de agosto e 30 de novembro de 2026. Nas áreas do Pantanal, a suspensão permanece em vigor até 31 de dezembro.

A medida foi adotada em razão das condições climáticas previstas para os próximos meses, que aumentam o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais. A resolução considera, entre outros fatores, a Nota Técnica do Cemtec/Semadesc que aponta a possibilidade de atuação do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) em intensidade forte a muito forte, favorecendo a ocorrência de queimadas.

Durante a suspensão, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) deixará de conceder novas autorizações para queima controlada, inclusive nos processos já protocolados. Com isso, o prazo de vigência das autorizações ambientais existentes ficará interrompido e voltará a ser contado após o término do período.

A resolução foi assinada pelo secretário da Semadesc, Arthur Henrique Falcette, e pelo diretor presidente do Imasul, André Borges de Barros.

Exceções

A resolução prevê exceções para situações específicas, desde que observadas as autorizações e normas aplicáveis. Entre elas estão:

  • ações de capacitação promovidas por instituições integrantes do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais;
  • queima de palhada resultante da colheita mecanizada de sementes;
  • atividades previstas em Planos de Manejo Integrado do Fogo aprovados pelo Imasul,
  • pesquisas científicas autorizadas;
  • queimas autorizadas por órgão federal competente;
  • e práticas tradicionais de povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais, conforme previsto na legislação.

Os períodos de suspensão poderão ser antecipados, prorrogados ou alterados caso novas notas técnicas indiquem mudanças nas condições meteorológicas e ambientais.

Caso haja o descumprimento da resolução, o responsável está sujeito às penalidades previstas na legislação ambiental vigente, sem prejuízo da adoção de outras medidas administrativas e judiciais cabíveis.

JACADIGO

Polícia prende cinco envolvidos em sumiço de homem em Corumbá

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária. Um suspeito permanece foragido

31/07/2026 11h30

Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, de 34 anos, sumiu em março e há suspeita de ter sido morto em cativeiro na Bolívia

Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, de 34 anos, sumiu em março e há suspeita de ter sido morto em cativeiro na Bolívia Reprodução

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Na manhã desta sexta-feira (31), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá, deflagrou a Operação Jacadigo, que cumpre mandados judiciais para apurar o caso de Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, de 34 anos, desaparecido desde o dia 26 de março de 2026.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária. Os presos são: Indy Fábio Souza Bobadilha, vulgo “Indy” ou “Magrinho”; Jefferson Ojeda Soares, conhecido como “Ojeda”; Kauan Gustavo da Silva Lago, o “HB20”; Sinval Santos Alves, “Zinho”; e Flávio Bobadilha. O investigado Thiago Júnior Galeano de Lima segue foragido.

Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, de 34 anos, sumiu em março e há suspeita de ter sido morto em cativeiro na Bolívia

As buscas foram cumpridas nos bairros Cristo Redentor, Centro, Popular Velha, Popular Nova, Guatós e Nova Corumbá, além de diligências em endereços vinculados aos investigados.

Homicídio e ocultação de cadáver

Conforme as apurações, Kelvin foi mantido em cativeiro e, posteriormente, levado para a Bolívia. Há fortes indícios de que ele foi vítima de homicídio e ocultação de cadáver.

De acordo com as autoridades, a causa do crime teria sido a suspeita, por parte dos investigados, de que Kelvin estaria relacionado ao roubo de uma carga de drogas. A Polícia Civil trata apenas como possível motivação do sequestro, do provável homicídio e da ocultação de cadáver.

Durante a operação, foram apreendidos quatro veículos, que serão submetidos à análise pericial para auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime, especialmente quanto à abordagem da vítima, ao transporte, ao possível local de cativeiro, ao deslocamento até a Bolívia e à identificação de outros envolvidos.

A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e a operação contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Ladário, Delegacia de Atendimento à Mulher de Corumbá, DAIJI, GARRAS e 1ª Delegacia de Polícia de Aquidauana.

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