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Campo Grande - MS, sexta, 16 de novembro de 2018

Drama

Campo Grande tem 1,5 mil
pessoas morando nas ruas

Para remediar quem não tem teto, prefeitura vai criar projeto

19 AGO 2017Por DA REDAÇÃO06h:30

Campo Grande tem 1,5 mil moradores de rua, boa parte é usuária de drogas, e outra, afetada pela crise econômica.

Alguns são assistidos pelos serviços já disponíveis no município, como o Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante (Cetremi), Centro de Apoio aos Migrantes (Cedami) e Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), que juntos oferecem apenas 110 vagas. 

A quantidade insuficiente de vagas para atender os moradores de rua e a necessidade de acolher os homens e mulheres que se espalham pela Capital – especialmente próximo à antiga rodoviária, na área central, e ainda na região do Marcos Roberto e Nhá-Nhá – fizeram a prefeitura lançar mais um projeto, que, na prática, só vai sair do papel em 2018.

O Banho de Cidadania será itinerante, ocorrerá em ônibus com dois banheiros instalados e poderá atender até 100 pessoas por dia.

A ideia é oferecer local para que o morador de rua possa tomar banho, escovar os dentes e até lavar as próprias roupas. Além do chuveiro, o veículo será adaptado com vasos sanitários, pias e lavanderia.

Para quem viveu na rua, a possibilidade de ter um local para usar o banheiro e, principalmente, tomar banho é um “luxo”.

Márcio Fernandes da Silva, 44 anos, viveu na rua desde os 6 anos de idade e a única casa que teve foi o presídio. Ele cumpriu pena, por motivos que não quis revelar, no estado de São Paulo, mas foi solto em 2007, quando veio para a Capital. 

“Eu entrei muito cedo nas drogas, logo depois que minha mãe morreu. Meu pai era alcoólatra e não teve condições de me criar."

*Leia reportagem, de Natalia Yahn, na edição de sábado/domingo do jornal Correio do Estado.

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