Cidades

ESTILO MUSICAL

Campo Grande ganha mais uma
cidade irmã, Corrientes na Argentina

O chamamé foi o responsável pela união das duas províncias

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Campo Grande se torna cidade irmã da província de Corrientes, na Argentina e o chamamé é o responsável pela união dos municípios. O estilo musical tradicional da província latina, apreciado também no Paraguai e em vários locais do Brasil, principalmente no Estado de Mato Grosso do Sul tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.

Ainda que sua origem esteja associada a dois países da América Latina, o gênero musical derivou a polca paraguaia e representa uma identidade cultural ligada a alma guarani devido a localização geográfica e o intenso intercâmbio cultural com países vizinhos.

E para fomentar o crescimento do chamamé, projeto de lei, que prevê Corrientes como cidade irmã de Campo Grande, foi aprovado na Câmara Municipal e sancionado nesta terça-feira (24) pelo prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD).

Além da afinidade musical entre as duas cidades, neste ano, na província de Corrientes é comemorado o centenário do nascimento do pai do chamamé, Don Mario del Tránsito Cocomarola. E existe também proposta de integrar o chamamé ao Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco.

Corrientes tem uma população de 314. 316 habitantes. É separada da capital da província do Chaco, Resistencia, pelo rio Paraná. É uma cidade muito famosa pelo seu carnaval.

Além de fomentar o chamamé, o Executivo municipal pretende dar viagens com destino à Corrientes, como prêmio para melhor aluno de escolas municipais.

OUTRAS IRMÃS
No ano de 2002 Campo Grande ganhou outra cidade irmã, Turim, na Itália. Na época, o então prefeito da Capital, André Puccinelli, e o prefeito de Turim, Sérgio Chiamparino, assinaram protocolo de intenções para que os municípios se tornassem cidades irmãs.

O projeto cidades irmãs é amparado por normas internacionais e possibilita um relacionamento mais estreito entre os municípios, permitindo a troca de tecnologia e experiência e a cooperação econômica, financeira e tecnológica.

Com a assinatura do protocolo, Turim tornou-se a terceira cidade irmã de Campo Grande, dentro do programa que tem o aval da Organização das Nações Unidas (ONU). A segunda é Iquique (Chile), cujo protocolo foi assinado em julho de 2001. 

O conceito de cidades-irmãs foi criado nos Estados Unidos, em 1956, para promover o desenvolvimento econômico, cultural, educacional, científico, tecnológico e social entre municípios de todo o mundo.

Inicialmente esses acordos tinham como principal objetivo selar a paz e promover a reconciliação entre países que se posicionaram em lados opostos durante a guerra. Porém, com o passar dos anos, os acordos passaram também a incentivar o comércio e o turismo, além de promover um intercâmbio cultural entre eles.

Em 2014 a prefeitura também firmou acordo entre cidades irmãs. Campo Grande e o município de Puerto Tirol, Província Del Chaco, Argentina se uniram para fomentar o intercâmbio entre elas. O acordo foi renovado neste ano pela vice-prefeita do Executivo municipal, Adriane Lopes que tornou o contrato vitalício, sem prazo de validade, e continuará interligando Brasil e Argentina pela arte, cultura, história e comércio. 

O primeiro acordo firmado foi em 1986, entre o estado de Mato Grosso do Sul e Okinawa.

TRANSPORTE PÚBLICO

Adriane desconversa sobre "startup" que comprou o Consórcio Guaicurus

A prefeita de Campo Grande esclareceu que, para a empresa assumir o transporte coletivo da Capital, terá que fazer uma proposta de mudança

23/07/2026 11h15

Adriane Lopes diz que só aceita vender o Consórcio Guaicurus se tiver uma proposta de mudança

Adriane Lopes diz que só aceita vender o Consórcio Guaicurus se tiver uma proposta de mudança FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), se recusou a falar sobre o capital social de R$ 10 mil da empresa Maas Administração e Participações Ltda., criada para conduzir a compra do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande.

"As informações de ordem da empresa, eu não tenho como responder como Poder Executivo, eu desconheço as transações e informações da empresa. O que eu preciso e a cidade precisa e o usuário do transporte precisa é de transporte de qualidade, é o que eu vou cobrar. Agora essas informações vocês vão ter que buscar mesmo com a empresa, com as equipes marketing de assessoria de imprensa deles, porque eu desconheço essas informações, até porque nós estamos aí no meio de uma intervenção, aguardando os novos passos da intervenção e aconteceu essa comercialização", disse a prefeita Adriane Lopes.

A "startup", termo usado geralmente para se referir a empresas jovens à procura de um modelo de negócio repetível e escalável, foi registrada no último dia 16 de julho e foi constituída como uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) pelos sócios da HP Mobilidade. 

O Quadro de Sócios e Administradores (QSA) identifica Edmundo de Carvalho Pinheiro e Gustavo Bacellar de Faria como administradores da empresa. Já a HP Investimentos e Participações S.A. aparece como sócia da companhia, reforçando a ligação direta da estrutura societária com a HP Mobilidade.

Venda depende do aval da prefeita

Em entrevista na manhã desta quinta-feira (23), Adriane "deixou claro" que, para a empresa assumir o transporte coletivo de Campo Grande, terá que fazer uma proposta de mudança.

"Eu, como prefeita, não vou dar o aceite na compra e venda, porque o poder executivo é o poder concedente, essa é uma concessão importante, e se não houver troca de ônibus, melhoria da qualidade do serviço prestado, se não tiver ar-condicionado nos ônibus e a reforma dos terminais, não vai ter o aceite da prefeitura.

A prefeita não revelou os valores da comercialização e disse que os dados privados devem ser procurados em assessoria de imprensa da empresa. Apesar de não informar a quantia, fontes do Correio do Estado revelaram que a compra está estimada em cerca de R$ 200 milhões.

TJMS

Processo seletivo para juiz leigo, reúne mais de 550 candidatos

Seis cidades de Mato Grosso do Sul, receberam a aplicação da avaliação no último domingo (19)

23/07/2026 10h45

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A primeira etapa do processo seletivo para a vaga de juiz leigo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), foi realizada na manhã do último domingo (19) em seis municípios do Estado. 

Ao todo foram 564 candidatos que realizaram a avaliação, sendo a Capital com o maior número aplicações com 390, seguida por Dourados com 70, Nova Andradina com 34, Três Lagoas com 30, Paranaíba com 28 e por fim a cidade de Corumbá com 12. 

Em Campo Grande os responsáveis por fazer a aplicação foram os juízes David de Oliveira Gomes Filho e Alexsandro Motta, integrantes do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais (CSJE) e da Comissão Fiscalizadora do TJMS. 

O processo seletivo conta com a organização do Instituto Consulplan, com supervisão do colegiado do TJMS e ainda prevê prevê vagas para ampla concorrência, além de formação de cadastro de reserva e oportunidades para pessoas com deficiência, candidatos negros, indígenas e quilombolas.

As vagas foram dispostas da seguinte forma, em Campo Grande ao todo serão seis vagas, sendo cinco para ampla concorrência e uma para destinada para candidatos negros. 

Já para o interior do Estado, foram distribuidas 15 vagas, sendo 11 para ampla concorrencia, uma para pessoas com deficiências e três para candidatos negros. 

ATUAÇÃO 

Com um salário de cerca de R$ 17,5 mil, um juiz leigo atua como auxiliar dos magistrados de carreira nos Juizados Especiais, conduzindo audiências, colhendo depoimentos e provas. 

Também ficam responsáveis por elaborar minutas de sentença e outros atos processuais, onde as atividades são feitas sob supervisão do juiz responsável pela unidade. 

Para estar apto para exercer sua função, o candidato precisa estar com sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), comprovar pelo menos dois anos de atividade jurídica, não deve possuir antecedentes criminais nem condenações cíveis e além de não exercer atividade político-partidária. 
 

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