Cidades

Agora é superar

Cabeleireira recorda rotina agradável que virou tormento

Atropelada por rapaz embriagado, Joseane teve perna amputada e agora briga por seguro

DA REDAÇÃO

24/08/2015 - 00h00
Continue lendo...

O trajeto de casa para o trabalho percorrido à pé, quase que rotineiramente, pela cabeleireira Joseane Aparecida da Silva, 31 anos, passou de lembrança agradável para trágica no final da tarde do último dia 8 de agosto. Na cabeça, as últimas memórias são os primeiros passos por uma das calçadas da avenida Duque de Caxias. O restante, desapareceu por volta das 18h30, depois que Paulo Henrique Mendes da Silva, 23 anos, perdeu o controle da direção do veículo  e a atropelou. A chance de chegar mais cedo em casa ficou prensada junto com ela, entre o carro e um muro. A gravidade dos ferimentos fez com que ela tivesse a perna esquerda amputada.

A ideia de que o  caminho para o aconchego do lar dificilmente não será percorrido da mesma forma parece ainda não ter ganhado atenção especial, nem dela e nem da família.

A preocupação imediata é a logística necessária para o transporte de Josiane para a realização de exames necessários para que possa entrar com Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).

O benefício garante a indenização por morte, invalidez permanente e despesas médicas a todos os envolvidos em um acidente de trânsito, sejam pedestres, pessoas transportadas em outros veículos, passageiros do veículo causador do sinistro, condutores, mesmo que  proprietários e dependentes. 

Sem plano de saúde, os custos do tratamento consumiram as economias e ainda estão apenas no começo. “O gasto maior agora está sendo o transporte dela, que tem que ser feito com ambulância”, explica o pai da cabeleireira, o militar aposentado, Benedito Aparecido da Silva, 52 anos.

 Além de ter a perna amputada, Joseane fraturou a bacia e está com a outra perna quebrada. “Os médicos disseram que por pouco não perdi essa também”, relembra.  Apesar da garantia dos movimentos, o repouso é indispensável. 

(*) A reportagem de Tainá Jara está na edição de hoje do Correio do Estado.

TRÁFICO DE DROGAS

PRF prende traficantes que transportavam mais de 600 kg de drogas na BR-262

Ao todo, os quatro criminosos levavam 85,6 kg de pasta base de cocaína e 532,4 kg de maconha, além de duas antenas de comunicação via satélite do tipo Starlink

05/05/2026 07h50

Flagrante aconteceu durante fiscalização de rotina no km 424 da BR-262

Flagrante aconteceu durante fiscalização de rotina no km 424 da BR-262 Foto: Arquivo / PRF

Continue Lendo...

Na noite desta segunda-feira (4), por volta das 22h. a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu quatro homens que traficavam pasta base de cocaína e tabletes de maconha, os quais totalizaram 618 kg de entorpecentes. Os criminosos foram presos em flagrante e autuados pelo crime de tráfico de drogas, o caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento da Cepol (Depac-Cepol).

Durante a fiscalização, na altura do km 440 da BR-262, a equipe policial recebeu informações de que dois veículos, um VW/T-Cross e um VW/Gol, transportavam drogas na rodovia.

Diante da informação, a equipe identificou o veículo suspeito no km 424 da BR-262. Ao ser emitida a ordem de parada, os condutores desobedeceram à determinação policial e fugiram em alta velocidade.

Para ampliar o cerco policial, a PRF acionou o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os veículos usados para o transporte das drogas foram abandonados no km 8 da rodovia MS-080, em área de zona rural.

Foram encontradas, no interior de ambos os automóveis, 79 tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 85,6 kg e 532,4 kg de maconha, divididos em 231 buchas e 186 tabletes. Também havia duas antenas de comunicação via satélite do tipo Starlink, equipamento comumente utilizado para viabilizar comunicação em locais remotos, o que indica a estrutura logística organizada para o transporte interestadual de drogas.

Após realizarem varreduras e buscas nas imediações do local onde os veículos foram abandonados, os policiais localizaram e prenderam os quatro criminosos, identificados  como Murilo Henrique Sena Barbosa, Welligton da Silva Firmino, Rafael Alexandre de Lira e Andrews de Oliveira Palhano.

Assine o Correio do Estado

casa nova

Pantanal registra remoção inédita de onça de dentro de cidade para área remota

Animal fez série de ataques a animais domésticos na área urbana de Corumbá e por isso foi capturada e removida para a região da Serra do Amolar

04/05/2026 19h00

Depois de ser caputara e passar por exames, onça foi levada à Serra do Amolar em helicóptero do Exército

Depois de ser caputara e passar por exames, onça foi levada à Serra do Amolar em helicóptero do Exército Rodolfo César

Continue Lendo...

Uma onça-pintada, que recebeu o nome de Corumbella, acabou sendo retirada de área urbana de Corumbá e levada para um território remoto no Pantanal, na região da Serra do Amolar neste domingo. Esse animal representa um capítulo inédito no Brasil e coloca o Pantanal em evidência com relação ao trabalho de integração entre ciência, uso de tecnologia e engajamento social para mitigar o conflito de grandes felinos com pessoas.

Para garantir a operação, houve planejamento de cerca de 4 meses, envolvimento de 10 instituições diretamente e uso de helicóptero do Exército Brasileiro para deslocamento de mais de 200 km.

Para permitir que o animal seja monitorado em vida livre e em uma área de quase 300 mil hectares, a onça-pintada recebeu um colar GPS/VHF, avaliado em cerca de R$ 70 mil. Esse equipamento pode ficar entre 6 meses a 2 anos em funcionamento ininterrupto e para a Corumbella, os pesquisadores esperam que haja um acompanhamento de pelo menos 12 meses. A tecnologia depende também de funcionamento de um servidor, mantido por empresa que fornece o equipamento.

Com o Sistema de Posicionamento Global (GPS), a localização da onça é capturada via satélite e as coordenadas de latitude e longitude são informadas a um servidor.

Já o sistema de rádio Very High Frequency (VHF) emite sinal que pode ser captado pelos pesquisadores com equipamento específico. Como a região onde ela foi solta fica na fronteira entre Brasil e Bolívia, a determinação de ponto de localização vai ser emitida independente do país.

“Diferentemente de outros resgates realizados, nesse avançamos pela possibilidade de monitoramento pós-soltura do animal por meio de um colar GPS/VHF. Nesse caso, a integração entre tecnologia, pesquisa e envolvimento social está permitindo gerar informações detalhadas sobre a espécie e fortalecer a conservação local, configurando um caso considerado inédito no Brasil”, divulgou o Grupo Técnico Onça Urbana Corumbá-Ladário, que é formado por 26 instituições, entre elas o IBAMA, ICMBio/CENAP, Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Polícia Militar Ambiental de MS, Jaguarte, e pesquisadores associados.

O felino capturado no dia 2 de maio tem idade estimada de 4 anos, que é considerado adulto, pesou 72 quilos e teve a saúde em geral avaliada como “boa”. O animal foi submetido a uma série de exames entre os dias 2 e 3 maio para que fosse decidido qual o destino de soltura ou necessidade de algum tratamento, o que poderia ocorrer em Campo Grande. Como não houve identificação de problemas, a onça acabou sendo levada para a região da Serra do Amolar durante as primeiras horas do domingo (3).

Avistamentos e preocupação de moradores

O avistamento da Corumbella vinha sendo registrado em Corumbá, na região do Mirante da Capivara e na Cacimba da Saúde, por onde passa o Canal Tamengo, desde janeiro de 2025.

Com a tragédia que ocorreu na região do Touro Morto, em Aquidauana, quando o caseiro Jorge Ávalo foi atacado e devorado por uma onça-pintada em abril de 2025, os avistamentos em Corumbá ganharam outra repercussão.

A preocupação de moradores dessa região urbana de Corumbá com a proximidade do animal ficou maior. Além disso, a Corumbella chegou a predar dezenas de animais domésticos, aumentando a tensão entre o animal e a população.

“Diante da recorrência do comportamento de expansão de uso da paisagem antropizada (relacionado principalmente à predação de animais domésticos), foi definida a captura e remoção do animal. A medida já havia sido confirmada em março (2026) pelo ICMBio, por meio do CENAP (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros)”, detalhou o GT Onças Urbanas Corumbá-Ladário.

Para os pesquisadores e instituições que vêm acompanhando o caso de aparecimento de onças em áreas urbanas, essa aproximação registrada em Corumbá e também em outras partes do Brasil tem como resultado uma combinação de fatores ambientais e humanos.

“Temos indícios de que as mudanças climáticas e os incêndios florestais podem estar relacionados ao aparecimento da onça-pintada em áreas urbanas como Corumbá, embora não sejam os únicos fatores. Os eventos climáticos extremos — como as secas prolongadas — aumentam a ocorrência de incêndios no Pantanal, o que provoca perda de habitat, redução de abrigo e diminuição da oferta de presas naturais. Com isso, as onças podem ser forçadas a se deslocar para novas áreas em busca de alimento e água, aproximando-se de regiões urbanas ou periurbanas”, informaram os pesquisadores do GT.

O município de Corumbá foi atingido por graves incêndios florestais em 2020 e 2024. Além disso, o Mapbiomas apontou que o município pantaneiro sofreu uma redução de água em 261 mil hectares, o maior registro no Brasil, em 2023. “Após grandes incêndios, a paisagem fica alterada e menos capaz de sustentar a fauna, intensificando esses deslocamentos. Quando somados à expansão urbana e à presença de presas fáceis (como animais domésticos), esses fatores aumentam a chance de encontros com humanos”, informou a nota dos pesquisadores.

Depois de ser caputara e passar por exames, onça foi levada à Serra do Amolar em helicóptero do ExércitoCorumbela, que vinha atacando animais domésticos fazia mais de um ano, foi capturada sábado e exames apontaram que é sadia
Depois de ser caputara e passar por exames, onça foi levada à Serra do Amolar em helicóptero do ExércitoDepois de passar por uma série de exames e receber um colar para monitoramento, onça foi solta em uma área de 300 mil ha

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).