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Campo Grande - MS, segunda, 19 de novembro de 2018

caos na SAÚDE

Azambuja alfineta prefeito
alegando 'bancar' Regional sozinho

Sobre o imbróglio da Santa Casa, governador diz que Estado já faz sua parte

11 AGO 2017Por Izabela Jornada15h:30

O governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), rebateu as cobranças do prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), sobre o imbróglio da Santa Casa.

“Prefeito não comenta que 100% do Hospital Regional é custeado pelo Estado e que a Capital utiliza 80% da capacidade (da unidade hospitalar)”, disse.

Em contrapartida, Marcos também se defendeu. “Já aumentamos o repasse para o Hospital Universitário. Com três meses de gestão, aumentamos de R$ 300 mil para R$ 600 mil o repasse para o HU”, explicou o prefeito. 

Porém, mesmo com os desentendimentos entre os líderes dos Executivos municipal e estadual, Azambuja e Marcos ratificaram a necessidade que todos os gestores responsáveis pela manutenção da Santa Casa estão enfrentando.

“Todos queremos mais dinheiro, mas não tem. O que eu acho que precisa é reajustar a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse Azambuja, ao lembrar também que o governo federal tirou R$ 40 bilhões de recursos da saúde para os estados. 

REUNIÕES

O secretário municipal de saúde, Marcelo Vilella, disse hoje, em agenda pública, sobre reuniões feitas para resolver o imbróglio da Santa Casa. “Já fizemos três reuniões, com MPE e com conselhos, e já foi falado que não podemos aumentar repasse para o hospital”, ratificou o secretário.

Deputados estaduais marcaram reunião na quarta-feira passada e já planejam novo encontro.

Após discussão, que aconteceu em plenário, sobre a situação do maior hospital do Estado, foi pactuando entre os poderes encontros para analisarem soluções.

“Dessa vez queremos alguém representando o governo gederal”, disse o vice-presidente da Comissão de Saúde na Assembleia Legislativa, Felipe Orro (PSDB).

A última reunião para tratar da crise na saúde foi na Assembleia e estiveram presentes o presidente da Santa Casa, Esacheu Nascimento, o secretário municipal de saúde, e a bancada do governo do Estado na Casa de Leis para representar o Executivo estadual.

Após reunião, governo do Estado e Prefeitura de Campo Grande repassaram R$ 13 milhões para a Santa Casa. “Estamos fazendo o possível para atender as necessidades do hospital”, disse Vilella.

PRONTO-SOCORRO

Mesmo considerando o resultado da reunião positivo, Esacheu disse que o pronto-socorro da Santa Casa não será reaberto.

“Diminuiu 30% dos atendimentos e o hospital está atendendo apenas os enviados pela Central de Regulação”, disse Esacheu, anteriormente.

O secretário de saúde do município justificou que na semana em que os portões foram fechados teve aumento de acidentados e, por esse motivo, ocasionou caos.

“Esse mês foi atípico, teve muitos acidentes. Mas a Santa Casa está funcionando bem, graças a Deus. Esacheu se equivocou ao dar entrevista”, finalizou o secretário.

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