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Boa notícia

Após 5 meses, bebê que nasceu de grávida com morte cerebral recebe alta da UTI

Yago foi transferido hoje para unidade intermediária da Santa Casa

30 AGO 17 - 16h:31GLAUCEA VACCARI

Após cinco meses, o bebê Yago, que nasceu em março depois da mãe, Renata Sodré Souza, 22 anos, ser mantida viva por dois meses após ter morte cerebral constatada, recebeu hoje alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Campo Grande. Ele foi transferido para uma unidade intermediária no hospital, onde dará continuidade ao tratamento.

Médico neonatologista chefe da unidade e responsável pelo tratamento do bebê, Walter Peres, disse que na unidade intermediária ele terá maior contato com o pai, avó e toda a família.

“Isso é muito importante para total recuperação dele. Nossa expectativa daque para frente é que ele consiga chegar aos 2 quilos, sugar o leite sozinho e ir para casa o quanto antes”, disse o médico.

Yago nasceu no dia 31 de março com 34 centímetros e 1,05 quilo e foi internado na UTI neonatal logo após o parto, onde passou por cirurgia cardíaca de alto risco, além de ter tido infecções. Hoje ele está com 43.8 centímetros e 1,685 quilo.

Pai do bebê, Eduardo Noronha, acompanha a evolução do filho e se emocionou ao ver Yago ser transferido da UTI.

“Ele é minha força. Ele é tudo o que tenho e, mais que um filho, é uma parte da minha mulher que vive. A Renata com certeza aprovaria tudo que estão fazendo pelo filho. Não vejo a hora de ir para casa com ele”.

O CASO

Grávida de quase cinco meses, Renata passou mal em casa e foi socorrida até posto de saúde no bairro Tiradentes no fim do mês de janeiro. No dia 30, já na Santa Casa, ela teve Acidente Vascular Cerebral (AVC) e morte cerebral, constatada por dois testes clínicos e exame de imagem.

Os médicos descobriram que, apesar da mãe ter morrido, o feto vivia e estava na 14ª semana. Desde então, por autorização da família, Renata era mantida viva até que o bebê completasse 28 semanas.

O caso de Yago é inédito em Mato Grosso do Sul e foi marcado por troca de informações com médicos do Espírito Santo, Paraná e Portugal, onde aconteceram situações similares.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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