Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

OPERAÇÃO SINTONIA

Alvo de operação policial atuava como “juiz” em “tribunal do crime” no Estado

Uma das vítimas do grupo foi o jovem Deivid Almeida de Oliveira

5 OUT 2017Por MARESSA MENDONÇA E RENAN NUCCI10h:12

Um dos alvos da Operação Sintonia, que investiga a ordem para assassinatos a partir de presídios, João Luiz Moraes de Souza, de 34 anos, é apontado como um dos responsáveis pela morte do jovem Deivid Almeida de Oliveira, em julho deste ano, no município de Três Lagoas.

Ele já cumpria pena no presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

Segundo as informações do delegado Cleverson Alves dos Santos, Moraes, mais conhecido como “Dimas” é considerado líder regional da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Mato Grosso do Sul.

Ele quem teria decidido pela morte de Oliveira após “reunião” de criminosos feita por videoconferência com utilização de celulares, ação conhecida por eles como “tribunal do crime”.

Vistoria feita hoje na cela 17 do pavilhão II do presídio de Segurança Máxima da Capital, onde Dimas cumpre pena, terminou com várias apreensões.

Ao todo, foram encontrados onze celulares, carregadores, fones de ouvido, armas artesanais e porções de maconha, cocaína e pasta base.

Estas apreensões comprovam que, além de coordenar crimes, ele também traficava dentro do estabelecimento penal.

Dimas foi retirado da cela e levado para a delegacia, onde outro boletim de ocorrência foi registrado. Ele estava preso por latrocínio e agora vai responder por homicídio qualificado.

Outros três mandados foram cumpridos no presídio de Três Lagoas.

OPERAÇÃO SINTONIA

Criminosos que ordenavam execuções a partir dos presídios são alvo de operação policial deflagrada hoje por agentes da Polícia Civil e da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) em Mato Grosso do Sul.

As investigações começaram depois de uma execução em Três Lagoas e apontaram que o grupo também fazia ameaças ao sistema carcerário.

A Operação Sintonia é realizada pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil, agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) e da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

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