Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

Equipamentos

Aluguel milionário começou com
Bernal e foi concluído por Trad

Homologado em março, licitação teve início em junho de 2016

17 AGO 2017Por DA REDAÇÃO07h:00

Pregão que resultou nos contratos para aluguel de máquinas pesadas, caminhões e uma variedade de outros equipamentos pela Prefeitura de Campo Grande, cujo teto anual chega a R$ 56,4 milhões, teve início no ano passado, ainda na administração do ex-prefeito Alcides Bernal.

A concorrência, ao contrário de pelo menos outros 243 certames das administrações passadas, não foi cancelada pelo atual prefeito. Uma das vencedoras do certame está no Cadastr Nacional de Empresas Inidôneas e Suspenas.

As assinaturas de contratos com fornecedores como a JR Comércio e Serviços Ltda. – ME por até R$ 34,6 milhões por ano, tem o objetivo de locar máquinas pesadas, caminhões e veículos leves para a execução de serviços em Campo Grande.

Além do contrato com a JR Comércio e Serviços, também há outro, de R$ 15 milhões, com a MS Brasil Comércio e Serviços Ltda. – EPP. Em um prazo de 12 meses, a prefeitura da Capital poderá alugar  com essa empresa máquinas pesadas, caminhões, veículos leves e equipamentos para a execução de serviços.

Esses contratos tiveram origem no pregão presencial 108/2016, aberto em 24 de junho do ano passado, na administração de Alcides Bernal.

A ata de preços resultantes desse pregão, a 11/2017, foi homologada pelo atual prefeito, Marcos Trad, em 28 de março deste ano. Além da JR e MS Brasil, saíram vencedoras na disputa as empresas Ekobox Locações Eireli e Via Berrini Turismo e Eventos Eireli – ME. 

Em que pese o pregão ter passado incólume pela auditoria da Central de Compras que vistoriou concorrências abertas pelos ex-prefeitos Alcides Bernal e Gilmar Olarte, nem mesmo a presença do nome da JR Comércio e Serviços no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CNIS) foi suficiente para a prefeitura da Capital desistir da contratação. 

A empresa foi inserida nessa lista dos inidôneos depois de não entregar produtos de limpeza à prefeitura de Ladário, serviço para o qual foi contratada. 

*Leia reportagem, de Eduardo Miranda e Lucia Morel, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

 

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