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Campo Grande - MS, segunda, 24 de setembro de 2018

PROTESTO

Agentes dos Correios em Campo Grande aderem à paralisação nacional

Protesto é contra mudanças no contrato sobre o plano de saúde

12 MAR 2018Por MARESSA MENDONÇA E RENAN NUCCI08h:48

Funcionários dos Correios em Campo Grande aderiram à paralisação nacional e estão reunidos, na manhã desta segunda-feira (12), na agência localizada no cruzamento da Rua Barão do Rio Branco com a Avenida Ernesto Geisel. Eles protestam contra mudanças na cláusula do contrato que exclui dependentes do plano de saúde.

A presidente do sindicato dos trabalhadores dos Correios e Telégrafos e Similares em Mato Grosso do Sul (Sintect/MS), Elaine Regina de Souza Oliveira explicou que, hoje vai ser julgado no Tribunal Superior do Trabalho (TST), uma ação da empresa que exclui dependentes dos planos de saúde.

“Muitos trabalhadores direcionam para os pais o benefício, além disso tem uma cobrança de taxa adicional 0,78% a 3,78% para manutenção do plano de saúde, de acordo com o valor do salário, e mais as taxas quando o funcionário for usar o serviço. Somando todos os encargos alguns trabalhadores terão de pagar mais de R$ 300 para ter o plano”, detalha Elaine.

Outro motivo do protesto são as ameaças de demissão em massa e anúncio de não contratação de mais agentes. Ela explica que nos últimos anos, a empresa anunciou déficit superior a R$ 1 bilhão.

“A empresa fala isso e ao mesmo tempo libera patrocínios milionários para equipes esportivas, contratou um escritório de advocacia por R$ 2,8 milhões só para cuidar das cláusulas envolvendo plano de saúde”, declarou.

No último dia 22, teve uma audiência sobre a questão e, segundo Elaine, a intenção dos funcionários é que os acordos sejam levados adiante e não resumidos no que será julgado hoje.

Ao todo, são 24 agências dos Correios em Campo Grande. A expectativa é de adesão de todas elas. A movimentação ainda está no início e não há informações exatas sobre quantos funcionários aderiram.

Durante a paralisação, a recomendação é de que entregas não sejam realizadas e que encomendas não sejam recebidas nos guichês.

 
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
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