Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

maconha e skank

Agente de saúde estava envolvida com tráfico de drogas no Jardim Montevidéu

Grupo foi preso na manhã de hoje com 122 kg de entorpecentes

19 OUT 2017Por MARIANE CHIANEZI e GLAUCEA VACCARI16h:48

Vera Lúcia Cabanha, de 46 anos, o filho Gustavo Cabanha Terra, de 22 anos, além de Rodrigo Alves Araujo, de 35 anos, e Ailton Antônio de Moraes, de 35, foram presos por tráfico de drogas na manhã de hoje no Jardim Montevidéu, em Campo Grande.

Vera foi identificada como sendo funcionária pública, pois trabalha como agente de saúde na Prefeitura de Campo Grande.

A Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico apreendeu com o grupo 122 kg de drogas, entre maconha e skank, um tipo de maconha considerada “mais pesada”.

Conforme o delegado Cleverson Alves dos Santos, há 15 dias a Denar recebeu denúncia anônima de que Rodrigo estaria transportando drogas de Ponta Porã para Campo Grande.

As investigações começaram a partir dessa denúncia e hoje pela manhã outra ligação foi recebida pela equipe policial. Desta vez, informante mencionou que a droga estaria em uma casa no Jardim Montevidéu.

Os investigadores seguiram para o local e encontraram na casa Rodrigo e Ailton. Durante a vistoria na residência foram encontrados dentro da geladeira uma quantidade de skank e outras de maconha.

Além disso, os policiais encontraram um talão de conta de água com outro endereço de residência também no Montevidéu. Posteriormente, os investigadores seguiram até o endereço e encontraram uma residência, conhecida no mundo do crime como “armário”, voltada para o armazenamento de drogas.

No local estavam Vera e o filho, Gustavo. Em um dos cômodos foram encontrados vários tabletes de maconha. Ainda conforme o delegado, droga seria vendida no "atacado" e não em porções.

A quadrilha foi indiciada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse de munição de uso permitido, pois duas munições de calibre .38 foram encontradas na casa.

Pinos de cocaína foram também localizados, mas a polícia não encontrou carregamento. A equipe acredita que o entorpecente seria buscado na fronteira.

O telefone para denúncias anônimas na Denar é (67) 3345-0000 ou (67) 9 9995-6105 (número com WhatsApp).

OUTRO CASO

Marcelo Pereira Queiroz, de 36 anos, e o sobrinho, Felipe Queiroz Carvalho, de 22, também foram presos por tráfico de drogas ontem (18) no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.

De acordo com o delegado da Denar, João Paulo Sartori, no dia 4 de outubro os policiais estavam dando seguimento à uma investigação na Vila Margarida onde apreenderam pasta-base. Marcelo conseguiu fugir pulando muros e a partir desta data, a casa dele, no Coronel Antonino, passou a ser monitorada.

Ontem os investigadores o abordaram saindo da residência e o prenderam. Ele afirmou que no local não havia nada ilícito, mas durante buscas foram encontradas porções de pasta-base escondidas no portal de uma das portas. Entorpecente totalizou 168g.

No quarto de Felipe foi encontrado uma balança e objetos que podem ser de furto, como anel, correntes e medalhas. O proprietário das medalhas já foi identificado.Marcelo tem passagens por tráfico, homicídio e porte de arma; Felipe tinha mandado de prisão em aberto por tráfico. Ambos foram presos e indiciados por tráfico. 

SURPREENDEU

Durante a apresentação de Felipe Queiroz Carvalho pela Polícia Civil, o que surpreendeu a imprensa presente na delegacia era que o suspeito queria tirar foto com repórter de TV. Ele disse que era fã do trabalho da imprensa.

Mesmo no registro dos fotógrafos, o suspeito manteve sorriso tímido no rosto.

 
  • Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado
  • Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado
  • Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado
  • Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

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