Cidades

DECRETO

A partir de fevereiro, haverá cota zero para a pesca nos rios de Mato Grosso do Sul

O anúncio foi feito pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB)

MARESSA MENDONÇA, COM ASSESSORIA

26/01/2019 - 18h33
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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou neste sábado (26) que, a partir de fevereiro haverá cota zero para a pesca nos rios de Mato Grosso do Sul. O decreto que trata sobre o tema está sendo elaborado por por técnicos da secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). As normas devem ser publicadas no próximo mês.

No ano passado, foi sancionada uma lei que proíbe a pesca do Dourado (Salminus brasiliensis ou Salminus maxillosus) nos próximos cinco anos nos rios do  Estado, além do fim da cota de pesca amadora.

Conforme as informações divulgadas pela assessoria de imprensa do governo, o Estado estabelecerá uma cota de pescado para ser degustado no barco ou na pousada e também definirá uma política de sustentabilidade dos pescadores profissionais. A Semagro está realizando um recadastramento de todos os filiados nas colônias de pescadores, com a participação das entidades, cruzando informações com dados do setor de pesca do governo federal. “Sabemos que há muitas irregularidades e quem é realmente pescador profissional está sendo explorado, vivendo sob pressão. Esse pescador profissional pode trabalhar como guia de pesca, ter uma renda digna”, declarou o governador.

Com a cota zero – defendida pelo trade turístico de Corumbá, principal destino de pesca amadora do Estado -, segundo Reinaldo Azambuja, Mato Grosso do Sul vai estimular a prática da pesca esportiva, da qual é adepto, e fomentar o turismo, além de recuperar o estoque pesqueiro. “O nosso peixe está diminuindo a cada ano nos nossos rios”, atestou. “Vamos receber mais turistas, valorizar o pescador profissional e acabar com o atravessador.”

Para o presidente da Associação de Pesca Esportiva do Pantanal (Apep), Alexandre Pierin, a nova legislação anunciada por Azambuja, além de preservar o meio ambiente, despertará uma nova consciência no pescador e no turista. “A proibição do dourado foi uma vitória e agora, com a cota zero, haverá menos pressão nos rios, principalmente no Pantanal, e estaremos preservando também a cultura da pesca esportiva”, declarou.

Especialista em ictiofauna, o biólogo Thomaz Lipparelli, também elogiou a medida, afirmando que a cota zero será a sobrevida dos estoques pesqueiros e também um divisor de águas para o pescador profissional que vive nas barrancas dos rios. “A alternativa desse pescador está na pesca esportiva, onde ele pode ter trabalho e renda”, disse. “Hoje o pescador busca a esportividade e a cota zero vai tornar a pesca no Estado em evidência, atraindo mais turistas”, finalizou.

 

Relatório

Taxa de estupro de mulheres em MS é a 4ª maior do Brasil

Dourados é o 6º município brasileiro com mais casos do crime

23/07/2026 18h00

Taxa de estupro contra mulheres em MS é a 4ª maior do País

Taxa de estupro contra mulheres em MS é a 4ª maior do País FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul registrou índices altos nos casos de estupro em 2025 de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira (23). 

Segundo os dados, o Estado tem a maior taxa da violência contra vítimas mulheres, com 142,6 casos a cada 100 mil mulheres. Mesmo apresentando uma queda de 10,5% com relação ao ano de 2024, o Estado somou 2.105 casos. 

No ranking, os estados com as maiores taxas a cada 100 mil meninas e mulheres são Roraima (220,1), Acre (172,5), Rondônia (165,6), Mato Grosso do Sul e Amapá (127,7). 

Em um olhar mais amplo, a taxa de estupro em vítimas maiores de 14 anos cresceu 2,3%, passando de 388 casos em 2024 para 400 casos em 2025. 

Já a taxa de vítimas vulneráveis, ou seja, vítimas menores de 14 anos, o índice no Estado caiu 11%, passando de 2.146 registros em 2024 para 1.924 em 2025. A taxa observada nesses casos é de 79,5 a cada 100 mil habitantes. 

Mesmo com a queda, Mato Grosso do Sul ainda figura na 5ª posição entre as maiores taxas do Brasil, juntamente com Roraima (127,1), Rondônia (97,1), Acre (96,6) e Amapá (89,6). 

Taxa de estupro contra mulheres em MS é a 4ª maior do País

A pesquisa observou que os estados que possuem as maiores taxas de estupro apresentam características territoriais e socioeconômicas. Com exceção de Mato Grosso do Sul, os oito estados com as maiores taxas integram a Amazônia Legal. 

Essa região, assim com as regiões indígenas do Estado, possuem expansão de atividades extrativistas e agropecuárias, desmatamento, presença de extensos territórios e populações indígenas, além da atuação de facções criminosas e possuir fronteiras internacionais (com exceção do Tocantins). 

Na lista de municípios com as maiores taxas do País em 2025, as 10 primeiras são dos estados que possuem as maiores taxas, junto com o Pará e o Paraná. 

Em Mato Grosso do Sul, Dourados se destaca, ocupando o 6º lugar na lista nacional, com uma taxa de 84,8 casos de estupro de vulnerável a cada 100 mil habitantes. 

Taxa de estupro contra mulheres em MS é a 4ª maior do País

"A maior parte dessas cidades está localizada em territórios marcados pela expansão de atividades extrativistas, do garimpo e da fronteira agrícola, além da presença de grandes eixos rodoviários, portuários e hidroviários. São locais que compartilham de dinâmicas parecidas, seja por serem regiões de intensa circulação de pessoas, por possuírem a presença de populações indígenas submetidas a diferentes situações de vulnerabilidade ou por serem local de atividades agropecuárias intensas. Essas características não explicam, por si só, as taxas registradas, mas ajudam a compreender o contexto em que essas violências ocorrem", afirmou o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os números de registros de estupro em Mato Grosso do Sul de 2016 até a última quarta-feira (22) somaram 27.214, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp). 

Destes, 13.564 casos foram registrados contra crianças, o que corresponde a quase metade de todos os casos. 

Em seguida aparecem as vítimas adolescentes (12 a 17 anos), com mais de 9,1 mil casos. Portanto, somando as duas faixas etárias, crianças e adolescentes são vítimas de estupro em Mato Grosso do Sul em praticamente 80% dos casos.

Além disso, ocorrências contra jovens (18 a 29 anos), adultos (30 a 59 anos) e idosos (acima dos 60 anos) e casos em que não foi informado a idade das vítimas somam 4,5 mil.

Brasil

Em todo o Brasil, o índice de estupros caiu em 2025 pela primeira vez desde a pandemia, somando 84.388 casos reportados à polícia (queda de 5,4% com relação ao ano anterior). 

No entanto, de acordo com o estudo, uma diminuição nos números não significa, necessariamente, uma queda de casos. 

"Taxas mais baixas não devem ser interpretadas automaticamente como menor incidência da violência sexual. Em crimes marcados por elevada subnotificação, como o estupro, baixos níveis de registro podem também refletir maiores barreiras à denúncia, menor acesso aos serviços de atendimento e proteção ou menor confiança nas instituições responsáveis pelo acolhimento das vítimas". 

Como observado, considerando apenas a população feminina, os níveis observados aumentam consideravelmente. Segundo o Anuário, em 2025, quase 9 em cada 10 vítimas de estupro registradas eram meninas ou mulheres. 

Os registros indicam, ainda, que a prevalência dos crimes recai sobre crianças e adolescentes no Brasil: foram 19.398 casos de estupro e 64.990 de estupro de vulnerável, correspondendo a 77% dos registros em 2025. 
 

Monitoramento

Mais de 153 milhões de insetos são soltos em florestas de MS para controlar pragas

Programa de controle biológico da Suzano ampliou em 50% as liberações e diminuiu o uso de água e defensivos químicos nas áreas de eucalipto

23/07/2026 17h30

Foto: Divulgação

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Mais de 153 milhões de insetos foram liberados pela Suzano para o controle biológico de pragas nas florestas de eucalipto de Mato Grosso do Sul. Ao longo de 2025 foram produzidos e soltos 153,8 milhões de organismos, entre joaninhas e pequenas vespas parasitoides, em uma área de 177,2 mil hectares. O volume representa um crescimento de 50% em relação a 2024.

Segundo dados da empresa, a estratégia permitiu que 92,5% das áreas atendidas não precisassem de novas intervenções para o controle de pragas. A companhia também informa que houve redução de 59% no uso de defensivos pulverizados e de 48% no consumo de água durante as operações.

O controle biológico utiliza inimigos naturais para combater espécies que atacam as plantações de eucalipto. Em Mato Grosso do Sul, o programa atua principalmente sobre lagartas desfolhadoras, o psilídeo-de-concha, a vespa-da-galha e o percevejo bronzeado.

A iniciativa teve início em 2021, quando cerca de 910 mil insetos foram produzidos. Em 2024, esse número chegou a 93 milhões e, no ano seguinte, alcançou 153,8 milhões, impulsionado pela ampliação dos laboratórios de criação de insetos.

“Ao incorporar novas espécies, conseguimos tornar o controle natural de pragas ainda mais eficiente, reduzindo a dependência de defensivos, os custos operacionais e avançando cada vez mais para um manejo regenerativo. É uma estratégia que alia produtividade e conservação ambiental de forma concreta, com respeito às pessoas e ao meio ambiente”, afirma Maria Carolina Zonete, diretora de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul.

Nos cinco primeiros meses de 2026, a Suzano informou ter liberado aproximadamente 44,03 milhões de insetos em 71,9 mil hectares de florestas no Estado. Desse total, 43,9 milhões são parasitoides das espécies Trichospilus diatraeae e Tetrastichus howardi, utilizados no combate às lagartas desfolhadoras. Também foram liberadas 120,2 mil joaninhas da espécie Olla v-nigrum, que se alimentam dos ovos do psilídeo-de-concha.

A produção dos insetos ocorre em laboratórios mantidos pela empresa nas unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Juntas, elas responderam por 32,6% da produção nacional do programa em 2025, que totalizou 453,2 milhões de organismos.

A unidade de Três Lagoas produziu 79 milhões de exemplares de Trichospilus diatraeae, 67,8 milhões de Tetrastichus howardi e 113 mil joaninhas. Já a unidade de Ribas do Rio Pardo produziu cerca de 1 milhão de parasitoides e 48,5 mil joaninhas. A produção também recebe apoio das unidades de Alambari (SP) e Aracruz (ES), que complementam o fornecimento quando necessário.

Além dessas espécies, o programa utiliza Quadrastichus mendeli e Selitrichodes neseri para o controle da vespa-da-galha e Cleruchoides noackae para combater o percevejo bronzeado. As liberações são realizadas semanalmente, de acordo com o monitoramento das áreas florestais, e atendem exclusivamente às florestas próprias da Suzano.

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