Cidades

DESDOBRAMENTO

Segunda fase da Lama Asfáltica
cumpre 15 mandados de prisões

Operação é feita em MS, SP e PR na manhã de hoje, pela Polícia Federal

LAURA HOLSBACK E VÂNYA SANTOS

10/05/2016 - 07h33
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Segunda fase da Operação Lama Asfáltica, desencadeada na manhã de hoje (9), cumpre 15 mandados de prisão temporária, 28 de busca e apreensão e 24 de sequestros de bens de pessoas investigadas em Campo Grande e Rio Negro (MS), e ainda, nos estados do Paraná e São Paulo.

Nesta manhã, viatura da PF estava na Rua Euclides da Cunha, em frente ao prédio Champs Elysées, onde mora o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli.

A Operação Lama Asfáltica – Fazenda de Lama, faz referência a procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crime de lavagem de dinheiro.

A ação policial conta com 201 policiais federais, 25 da Controladoria Geral da União e 44 da Receita Federal. Além de Mato Grosso do Sul, outros alvos da operação são as cidades Curitiba e Maringá (PR) e Presidente Prudente e Tanabi (SP).  

OPERAÇÃO

Na primeira a fase da Operação Lama Asfáltica, cujas investigações se iniciaram em 2013, foi constatada a existência de grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturam obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestações de serviços nas áreas de informática e gráfica. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

Após a análise de materiais apreendidos na primeira fase, novas fiscalizações feitas pela CGU e relatórios da Receita Federal, mostraram fortes indícios de prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de tais valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie, de acordo com divulgação da PF.

Os presos são levados à superintendência da Polícia Federal, na Capital. 

(Matéria editada às 7h57min para acréscimo de informações)

Crime digital

Golpe por telefone desvia mais de R$ 600 mil do Sicredi em MS

Criminoso se passou por técnico de TI, convenceu funcionários a realizar depósitos simulados e pulverizou valores em 16 contas; Polícia Civil investiga o caso

20/02/2026 05h00

Agência do Sicredi no Bairro Nova Lima, de onde dinheiro foi desviado

Agência do Sicredi no Bairro Nova Lima, de onde dinheiro foi desviado Gerson Oliveira

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Funcionários de uma agência do Sicredi, em Campo Grande, foram vítimas de um golpe aplicado por telefone em setembro do ano passado. O prejuízo para a cooperativa da capital de Mato Grosso do Sul é de R$ 665 mil. A Polícia Civil investiga o caso.

O estelionatário aplicou o golpe ao telefonar para a agência bancária, localizada no Bairro Nova Lima, e se passar por um técnico de tecnologia da informação (TI). A vítima do estelionato é a Cooperativa Sicredi Campo Grande.

O GOLPE

O criminoso fez contato pelo telefone da agência no dia 3 de setembro de 2025. Por volta do meio-dia, o telefone tocou, a estagiária atendeu e o estelionatário se identificou como integrante da equipe de suporte de tecnologia da informação do Centro Administrativo Sicredi (CAS).

Ao se apresentar como integrante do CAS, o golpista ganhou a confiança dos funcionários. A estagiária transferiu a ligação para o funcionário que estava trabalhando no caixa da agência. O criminoso então disse que precisava configurar a máquina utilizada pelo caixa para habilitar um novo procedimento de autorização de depósitos em espécie.

A estratégia do golpista deu certo, e o funcionário começou a fazer os testes, simulando – em tese – depósitos em contas. “Entre as instruções, o golpista sugeriu que fossem realizados depósitos em espécie, utilizando os dados fornecidos por ele (o golpista), como agência, conta, nome e valor”, narra o boletim de ocorrência que deu início ao inquérito que investiga o caso.

O caixa foi orientado a reiniciar o terminal a cada depósito de R$ 10 mil, valor que poderia ser feito sem a autorização do gestor. Os depósitos foram ocorrendo e, em dado momento, o golpista teve a informação – a investigação não narra se foi por meio do funcionário – de que o tesoureiro não estava na agência.

Foi então que o golpista disse ao caixa para ficar tranquilo, afirmando que, na ausência do tesoureiro, ele mesmo poderia autorizar depósitos superiores a R$ 10 mil. A ligação durou quase duas horas, e o criminoso chegou a ligar diretamente para o celular do funcionário. As simulações de depósito continuaram sendo feitas, mesmo com a troca de posto, quando uma funcionária substituiu o caixa que iniciou as primeiras operações.

Foram realizadas várias operações, sendo a maior delas no valor de R$ 70 mil. Todas tiveram como destino contas-correntes diferentes, de pessoas aleatórias. Ao todo, 16 contas foram beneficiadas com os valores desviados da agência.

O golpe só teve fim quando a funcionária considerou os valores incomuns e resolveu questionar a identidade do homem que disse trabalhar no CAS. Ele não conseguiu dar explicações plausíveis e o telefonema foi encerrado.

O criminoso, que agora a Polícia Civil tenta identificar, usava um telefone com DDD 46, da região sudoeste do Paraná. O valor desviado foi pulverizado em outras contas bancárias.

OUTRA COOPERATIVA

No ano passado, outra cooperativa, a Sicredi União MS, já havia sido alvo de golpistas em Campo Grande. O prejuízo, na época, foi de R$ 220 mil.

Segundo o boletim de ocorrência, transformado em inquérito, criminosos teriam clonado o telefone celular de um diretor da cooperativa e, passando-se por ele, iniciado contato com funcionários para solicitar transferências bancárias. A abordagem começou com mensagens enviadas a um assessor de recuperação de crédito, que repassou o contato do setor responsável pelos pagamentos.

A funcionária encarregada das operações financeiras recebeu pedidos para realizar três transferências a contas no Banco Will, totalizando R$ 220 mil. Acreditando tratar-se de uma solicitação legítima da diretoria, ela efetuou os repasses. Apenas depois surgiram suspeitas sobre a autenticidade do número utilizado pelos golpistas.

O dinheiro foi rapidamente pulverizado em outras contas, dificultando o rastreamento. A funcionária acabou demitida após o episódio. A Polícia Civil reúne depoimentos, comprovantes e registros de conversas para identificar os responsáveis pelo golpe.

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PRISÃO

Polícia Civil apreende carga de cocaína avaliada em R$ 3 milhões

As drogas foram localizadas no Bairro Nova Lima. Durante a ação, um dos suspeitos ainda tentou danificar o celular

19/02/2026 19h15

As drogas foram localizadas em um imóvel residencial no bairro Nova Lima

As drogas foram localizadas em um imóvel residencial no bairro Nova Lima Divulgação: Polícia Civil

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O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) realizou, nesta quinta-feira (19), a prisão em flagrante de dois indivíduos pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Junto aos suspeitos, foram apreendidos aproximadamente 40,8 kg de cocaína.

A grande quantidade de droga apreendida representa prejuízo estimado em aproximadamente R$ 3,06 milhões ao crime organizado, considerando o valor médio de comercialização do entorpecente.

A ação teve início após levantamento de um imóvel residencial localizado no bairro Nova Lima, que estaria sendo utilizado como depósito de cocaína.

Após monitoramento dos policiais da DRACCO, foi realizada a abordagem a um dos investigados, que transportava 9,2 kg de cocaína.

No prosseguimento da investigação, a equipe policial entrou no imóvel, onde foram localizados outros 30 tabletes da droga, totalizando cerca de 31,6 kg. Durante a ação, um dos suspeitos ainda tentou danificar o celular.

Diante da gravidade concreta dos fatos, foi pedido a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. As investigações prosseguem sob sigilo.

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