CIFRA NEGRA

Câmara arquiva denúncia que pedia a cassação de ex-presidente da Casa

Idenor Machado foi preso em operação que apura suposto esquema de corrupção
21/05/2019 12:30 - IZABELA JORNADA


Câmara de Vereadores de Dourados absolveu o ex-presidente da Casa de Leis Idenor Machado (PSDB), em sessão realizada na noite de ontem (20). O vereador foi alvo de denúncia de decoro parlamentar e parecer favorável a perda do mandato de Machado foi relatado por Junior Rodrigues (PR).

Toninho Cruz (PSB) e Marinisa Mizoguchi (PSB) não puderam participar do julgamento por fazerem parte dos interessados pela cassação do vereador.

O vereador Sérgio Nogueira (PSDB) defendeu Machado alegando que as denúncias estão sendo baseadas em “links de matérias jornalísticas” e que o denunciante não soube responder alguns questionamentos como, por exemplo, quem Machado teria beneficiado com a suposta fraude. “Essa peça acusatória é vaga, anêmica e inapta. E se ele for absolvido criminalmente?”, afirmou Nogueira.

Idenor Machado está fora do cargo desde dezembro de 2018, quando foi afastado pela Justiça, após ser preso na Operação Cifra Negra, que apura suposto esquema de corrupção envolvendo fraudes em processos licitatórios na Câmara. 
Na semana passada, outros dois vereadores, Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM) foram absolvidos da cassação, porém, continuam afastados por determinação judicial.

A vereadora Denize Portollan (PR), que também foi julgada por quebra de decoro parlamentar, mas em outra operação, a Pregão, resultado de investigações sobre esquema de fraudes em licitações na prefeitura, acabou perdendo o mandato por unanimidade no dia 7 de maio de 2019. Apesar de ser presa ocupando cargo no Legislativo, na época em que se iniciou a investigação, Denize atuava como secretária de Educação.

A denúncia que pedia a cassação de Idenor Machado foi arquivada.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".