Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

PARQUE DOS PODERES

Após críticas, calçada construída
em zigue-zague é retirada

Local gerou debate por conta da acessibilidade prejudicada

11 AGO 2018Por GLAUCEA VACCARI E FÁBIO ORUÊ16h:01

Calçada construída em zigue-zague, tornando que dificultava a passagem de deficientes visuais, já que o piso tátil acompanhava o contorno da calçada, foi quebrada e retirada do local, na rua Delegado Osmar de Camargo, no Jardim Veraneio, próximo ao prédio da Academia de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Equipe do Correio do Estado esteve no lonal na tarde deste sábado e constatou que o local está apenas no chão de terra, com todo o concreto já retirado. O projeto da calçada, que foi instalada em zigue-zague para preservar as árvores que ficam na passagem, será readequado pela construtora responsável pela obra.

Conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a empreiteira havia sido orientada a não podar os ipês que estão plantados naquele ponto, a opção, naquele momento, foi contornar as árvores.

A calçada foi alvo de críticas. Enquanto alguns citaram a preocupação em preservar as árvores outros perceberam a inadequação da obra. Engenheiro Marco Aurélio, que foi integrante da Comissão Temática Acessibilidade e Equipamentos do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), entre 2015 e 2016, o caso em questão é “indiscutível”.  “Está errado”, declarou ele, citando a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e as normas aprovadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Não há o que discutir”, reforçou ele.

Após a polêmica e debate gerado, a Prefeitura determinou a readequação da obra, que não terá custo adicional aos cofres públicos. Com a readequação, o projeto ficará assim: a calçada, com pisos táteis, será construída mais à esquerda, com área de drenagem natural de águas pluviais à direita, próximo das árvores.

O valor específico deste serviço não foi informado porque faz parte de um pacote de obras orçado em R$ 35 milhões. Estas obras são a “etapa D”, que inclui a pavimentação e drenagem da região e recapeamento de parte da Avenida Mato Grosso e Antônio Maria Coelho

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