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Bilionário apoiador de Donald Trump compra parte do Twitter

Com venda, companhia deve passar por mudanças

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Um megadoador de recursos para campanhas do Partido Republicano dos Estados Unidos - do Presidente Donald Trump -, comprou uma parte das ações do Twitter e pretende implementar mudanças na companhia. Uma das medidas seria a troca do presidente executivo e cofundador da empresa, Jack Dorsey.

A agência de notícias Bloomberg informou que a gestora de investimentos Eliott Management adquiriu uma "parte considerável" da empresa e planeja pressionar por mudanças. A Eliott Management foi fundada pelo bilionário Paul Singer, um grande doador do Partido Republicano. Singer foi contra Donald Trump em sua campanha para a presidência dos Estados Unidos, mas mudou de ideia com o passar do tempo.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, após uma visita à Casa Branca em 2017, Trump afirmou que Singer lhe deu total apoio e falou em "unificação".

O Twitter tornou-se uma plataforma de comunicação cada vez mais usada por líderes mundiais, como Trump, Jair Bolsonaro e o indiano Narendra Modi. Tanto que o Twitter ganhou as manchetes no fim do ano passado quando anunciou que proibiria propagandas políticas. Na época, Dorsey afirmou que permitir propaganda política na rede pode trazer riscos e influenciar o voto de 'milhões de pessoas'. Na época, a medida foi elogiada pela democrata Hillary Clinton.

Dorsey também é diretor da Square, uma empresa de pagamentos online, e anunciou no ano passado um plano de morar e trabalhar na África durante uma parte do ano. Segundo o The Guardian, a Elliott Management é uma investidora que costuma implementar regularmente mudanças nas empresas em que compra ações. Nem o Twitter nem Paul Singer comentaram as notícias.


 

Confusão

Companhia aérea é condenada por levar idosa ao destino errado

Durante conexão internacional, a mulher foi informada pela própria companhia que poderia embarcar em um voo antecipado ao destino, mas foi parar em outra cidade, a cerca de 5 mil km de distância

03/03/2026 15h30

Empresa terá que pagar R$ 10 mil à passageira

Empresa terá que pagar R$ 10 mil à passageira Divulgação

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A Latam Airlines Group S/A foi condenada pela 3ª Vara Civil do Tribunal de de Justiça de Mato Grosso do Sul a pagar o valor de R$ 10 mil em indenização para uma idosa de Campo Grande que foi enviada à cidade errada durante uma viagem internacional. 

A idosa teria comprado uma passagem até a cidade de Portland, no estado de Óregon, nos Estados Unidos, para visitar o filho. O trajeto incluía paradas nas cidades de São Paulo e Chicago. 

De acordo com o processo, ao chegar em Chicago, a mulher foi informada no balcão da companhia aérea que seria possível adiantar o vôo para o destino final. Ela aceitou a oferta e embarcou no vôo indicado. 

Porém, ao desembarcar, percebeu que não estava na cidade de Portland, mas sim, em Providence, no estado norte-americano de Rhode Island, a cerca de 5 mil quilômetros de distância do seu destino original. 

Ao perceber o erro, a mulher precisou retornar para Chicago e só então, embarcar para a cidade certa, chegando com muitas horas de atraso. 

Na ação, a idosa pediu indenização por danos morais à companhia, alegando que houve falha na prestação do serviço. A ação foi aceita pela 6ª Vara Cível de Campo Grande e fixou o valor da indenização em R$10 mil. 

A Latam recorreu à decisão, afirmando que todo passageiro tem a responsabilidade de realizar a conferência dos dados que constam no cartão de embarque, como destino, portão de embarque, número do vôo e nome. Assim, a mulher teria contribuído para o erro, pois recebeu o cartão e continuou a conversa em inglês com os atendentes no balcão. Para a companhia, "a falta de atenção configuraria culpa exclusiva da cliente". 

O relator do caso, o desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa, concluiu que o erro não foi por motivo de cancelamento ou força maior, mas, sim, por falha operacional da empresa. Para ele, a mulher havia comprado uma passagem para um lugar e foi parar em outro. 

Os desembargadores entenderam que não é razoável uma idosa, viajando sozinha para um destino internacional, sem o domínio da língua inglesa, ser responsável por identificar um erro emitido da própria companhia aérea. No entendimento do colegiado, todo passageiro deveria ser capaz de confiar as informações repassadas pelos agentes da companhia. 

Em decisão emitida nesta terça-feira (03), o valor da indenização, já que "o envio da cliente para uma cidade distante milhares de quilômetros do destino contratado ultrapassa o mero aborrecimento e gera angústia e insegurança suficientes para caracterizar dano moral". 

Campo Grande

Prefeitura afasta secretário alvo de denúncia de assédio sexual

Paulo Lands Filho pediu para deixar o cargo na noite desta segunda-feira

03/03/2026 15h15

Paulo Lands durante sua posse em 2022

Paulo Lands durante sua posse em 2022 Foto: Naiara Camargo / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande afastou o secretário executivo da Juventude, Paulo Lands, alvo de denúncia de assédio sexual no fim de fevereiro último.  O servidor foi afastado de suas funções até a conclusão das apurações pelas autoridades competentes.

Em nota, a administração municipal também comunicou que o próprio Lands solicitou, na noite desta segunda-feira (2), seu afastamento do cargo justamente para dedicar-se ao "esclarecimento dos fatos".

De acordo com informações registradas em boletim de ocorrência, um ex-servidor municipal procurou a 3ª Delegacia de Polícia Civil no dia 27 de fevereiro e denunciou Lands por assédio sexual e estupro de vulnerável.

O denunciante, de 22 anos, relatou que teria sido alvo de investidas sexuais e condutas abusivas por parte do secretário enquanto era subordinado de Paulo Lands.

Segundo a denúncia, os fatos teriam ocorrido entre julho de 2025 e janeiro de 2026, em diferentes locais, incluindo o ambiente de trabalho, vias públicas e até mesmo a casa do investigado.

Cabe destacar que Paulo Lands foi empossado vereador de Campo Grande em 2022, em cerimônia realizada no plenário da Câmara Municipal.

Ele assumiu a cadeira deixada por Sandro Benites em dezembro daquele ano, que na época passou a comandar a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

A reportagem entrou em contato com Paulo Lands e não obteve retorno até o fechamento do material. O espaço segue aberto.

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