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FUGA

Beneficiado pela Covid-19, líder do PCC 'some do mapa' ao deixar a cadeia

Defesa pediu prisão domiciliar com base em recomendação do CNJ e juiz acatou

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Apontado como um dos líderes do PCC no Paraná, o detento Valacir de Alencar foi colocado em prisão domiciliar pela Justiça do estado vizinho, benefício concedido em razão da pandemia da Covid-19. Contudo, ele mal colocou os pés fora da cadeia e rompeu a tornozeleira eletrônica, sumindo do mapa.

O caso foi divulgado pelo Antagonista e Jornal de Brasília. O Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública paranaense e aguarda retorno sobre o caso.

Alencar responde por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e porte de armas. Ele cumpre atualmente pena de 76 anos de prisão.

Segundo informações do Estado de S. Paulo, a defesa do detento pediu relaxamento de prisão alegando que o acusado é hipertenso, fazendo parte do grupo de risco. Os advogados tomaram por base a recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinada por Dias Toffoli.

O caso parou nas mãos do juiz Diego Paolo Barausse. O magistrado sinalizou que prisão onde Valacir estava, a Penitenciária Estadual de Piraquara, está "bem acima de sua capacidade de lotação" e "além de superlotada, não conta com unidade de atendimento médico, nem sistema de ventilação e não dispõe de produtos de higiene recomendados pelo Ministério da Saúde".

Barausse ignorou alerta do Ministério Público do Paraná de que o encaminhamento de presos em regime fechado ou semi-aberto para prisão domiciliar deveria seguir critérios rigorosos, levando em consideração aspectos como os tipos de crimes cometidos e as condições para o cumprimento da pena fora do sistema prisional, bem como o fato de integrarem ou não os grupos de risco para Covid-19.

Embora seja hipertenso, Valacir tinha histórico de fuga. Em julho do ano passado ele escapou da cadeia e foi recapturado. Em janeiro deste ano, tentou novamente. Relatório da situação processual executória indica que Valacir cumpriu seis anos e cinco meses de sua pena.

MATO GORRO DO SUL

No Estado, cerca de 500 presos foram beneficiados pelo aval do CNJ para concessão de regime domiciliar.  Contudo, como o poder público não dispõe de tornozeleira para todos, alguns conseguiram a medida, mas não puderam deixar a cadeia.

Aproximadamente, 106 tornozeleiras deverão chegar nos próximos dias para atender a demanda dos presídios. Alguns presos "famosos" ganharam o benefício, como o o ex-secretário de Obras do Governo e ex-deputado federal, Edson Giroto e, a nível nacional, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o publicitário Marcos Valério e o médium João de Deus.. Em Dois Irmãos do Buriti, detentos que foram liberados acabaram sendo presos novamente por roubo.

Cidades

Corpo de homem morto ao pegar carona é encontrado em MS

Crime foi motivado pelo roubo de uma caixa de som

28/01/2026 16h00

Divulgação/PCMS

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O corpo de um homem de 37 anos, que estava desaparecido há mais de duas semanas, foi encontrado na área rural de Aral Moreira, a cerca de 100 km do distrito de Bocajá, em Laguna Carapã, local onde foi visto pela última vez com vida. Motivação do crime foi o roubo de uma caixa de som.

As investigações da Delegacia de Polícia de Laguna Carapã, conduzida pela delegada Gabriela Vanoni, em atuação conjunta com o Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados, sob a condução do delegado Lucas Veppo, tiveram início após a comunicação do desaparecimento da vítima.

Desde então, a equipe policial passou a realizar diligências contínuas, com a oitiva de testemunhas e levantamento de informações relevantes.

O crime

Conforme testemunhas, o homem foi visto pela última vez no domingo, dia 11 de janeiro, na companhia do principal suspeito, o qual afirmou, em depoimento, ter oferecido uma carona a pedido da vítima até uma fazenda na zona rural. Com o avanço das investigações, foi concluído que o caroneiro foi o executor do crime.

A vítima foi colocada em uma emboscada e executada com três disparos de arma de fogo, sendo dois na face e um no peito, em uma área rural do município de Amambai.

Após o crime, o homicída contou com a ajuda de um comparsa para esconder o corpo em uma área rural de Aral Moreira.

Local de ocultação do corpo

A motivação do crime estaria relacionada ao fato de a vítima ter roubado uma caixa de som de um estabelecimento comercial, cuja proprietária é a atual namorada do executor.

Durante as investigações, a arma de fogo e o veículo utilizados no crime foram apreendidos e serão submetidos à perícia criminal.

O caso está sendo investigado como homicídio qualificado por motivo fútil, por emboscada e por uso de arma de fogo de uso restrito, além do crime de ocultação de cadáver e fraude processual por tentar destruir as provas.

Cidades

Menina de 8 anos, de MS, consegue transplante renal em Minas Gerais

Em tratamento desde os três anos, Helloysa foi transferida para a capital mineira, onde o transplante representa um recomeço

28/01/2026 15h44

Imagem Divulgação

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A pequena Helloysa da Silva Martins, de 8 anos, que passou por um tratamento de cinco anos no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/Ebserh), foi chamada para receber um transplante renal.

O momento, conforme destacou a equipe do hospital que acompanhou o tratamento da menina, natural de Douradina, simboliza um recomeço para quem, desde os três anos, passou a encarar as idas ao hospital como parte da rotina.

Desde os três anos, Helloysa recebeu acompanhamento da equipe de nefropediatria do Humap, inicialmente devido a um quadro de hipertensão arterial grave.

Com o agravamento da doença renal crônica para o estágio cinco, desde julho de 2025, ela precisou iniciar tratamento de hemodiálise três vezes por semana.

Foi um percurso enfrentado pela pequena, sempre acompanhada da mãe, Rosângela da Silva Martins, moradora de Douradina, município localizado a 193 quilômetros de Campo Grande.

Juntas, cumpriam religiosamente as sessões de tratamento, três vezes por semana, com duração de quatro horas cada.

Mesmo diante de uma rotina exaustiva, Helloysa enfrentou todo o processo com um sorriso no rosto, brincadeiras e uma força que impressionou os profissionais com quem conviveu nesse período.


Bateria de exames

Em novembro de 2025, após passar por uma bateria de exames e avaliações realizadas pela equipe multiprofissional do hospital, a pequena, ao ser considerada apta, foi inscrita na fila nacional de transplantes.

O telefonema inesperado na madrugada do dia 8 de janeiro mudou o rumo da família, que não imaginava uma espera tão curta. Do outro lado da linha veio a informação tão aguardada: havia surgido um rim compatível em um centro transplantador de Belo Horizonte (MG).

“Quando ligaram de madrugada dizendo que tinha surgido um rim compatível, foi um susto e uma alegria ao mesmo tempo. Graças a Deus deu tudo certo. Ela já está comendo, andando, fazendo xixi. A gente sabe que ainda tem um caminho pela frente, mas hoje é só gratidão”, contou a mãe.

Imagem Divulgação

Logística

Ao receber a informação da convocação da menina, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da equipe de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), organizou toda a logística para garantir que a pequena sul-mato-grossense chegasse ao centro transplantador dentro do prazo estabelecido.

Como a situação exigia um transporte rápido, seguro e confortável, Helloysa foi levada até o aeroporto em uma ambulância, com o apoio de uma força-tarefa integrada que envolveu o Município de Douradina, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Durante o trajeto, a rodovia estava parcialmente interditada em decorrência de um acidente, o que tornou fundamental a escolta da PRF para que a criança chegasse ao aeroporto no horário previsto.


Embarque

Em Campo Grande, ela seguiu para Belo Horizonte (MG), onde o transplante foi realizado no dia 9 de janeiro.

Após a cirurgia, Helloysa permaneceu por um período no Centro de Terapia Intensiva (CTI), apresentou boa resposta ao procedimento e, atualmente, está internada na enfermaria, em processo de recuperação e adaptação ao novo órgão.


Equipe

A superintendente do Humap-UFMS, Andrea Lindenberg, destacou que a história de Helloysa simboliza o impacto do cuidado contínuo ofertado pelo hospital.

“Cada transplante carrega uma história de luta, dedicação e esperança. A Helloysa é o 16º paciente transplantado acompanhado pelo Humap-UFMS, um marco que reforça o compromisso da nossa equipe com um cuidado humanizado, multiprofissional e que acompanha o paciente ao longo de toda a sua trajetória”, ressaltou.

Segundo a enfermeira Flávia Nantes Fausto, que acompanhou de perto o tratamento, até os dias mais difíceis eram enfrentados com leveza pela menina.

“Mesmo com uma rotina tão pesada de hemodiálise e deslocamentos constantes, ela sempre chegava sorrindo. O transplante não representa a cura, mas traz qualidade de vida, esperança e novas possibilidades para essa criança e para a família”, explicou.


Transplante em Minas

No hospital mineiro, Helloysa foi recebida por João Guilherme Morales dos Santos, também paciente do Humap-UFMS e colega de hemodiálise, que havia passado por um transplante renal meses antes.
O encontro emocionou equipes e familiares, simbolizando a continuidade do cuidado e os vínculos criados ao longo do tratamento.

Helloysa permanecerá em Belo Horizonte pelos próximos meses para acompanhamento rigoroso. Somente após liberação da equipe médica ela passará a alternar o monitoramento entre Campo Grande e a capital mineira.

Os planos para quando deixar o hospital, embora simples, são cheios de significado: tomar banho de piscina, algo que não era permitido durante o período de hemodiálise.

O transplante, realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), representa para a pequena a possibilidade de viver a infância com mais liberdade, leveza e esperança.

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