Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

obras paradas

Bancada e governador tentam
manter duplicação da BR-163

Na terça-feira, haverá reunião com ministro dos transportes e ANTT

20 ABR 17 - 17h:23LUCIA MOREL

A bancada federal de Mato Grosso do Sul vai cobrar da concessionária CCR MSVia o cumprimento do contrato assinado com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) para duplicação da BR-163.

O senador Pedro Chaves (PSC), presente em assembleia da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomassul) nesta manhã, afirmou que a CCR terá que cumprir o que está em contato. 

"A alegação da empresa não justifica o não cumprimento e vamos cobrar isso", afirmou, citando a redução no fluxo de veículos pela 163 e também em repasses do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), alegados pela empresa para encerrar as obras na rodovia.

Na terça-feira (25), em Brasília, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), senadores e deputados federais do Estado vão se reunir com o ministro dos transportes Maurício Quintella e com representante da ANTT para analisar a proposta de revisão contratual da concessionária.

"Temos que estar unidos pelos municípios que vão perder, com a paralisação das obras", disse Pedro Chaves. Vinte e um municípios são cortados pela BR-163 e beneficiados diretamente pelas obras, principalmente com recolhimento de imposto (ISS).

O senador lembrou que a CCR citou que quer alongar o tempo de duplicação, que pelo contrato seria de cinco anos, encerrando-se em 2020. "Podemos ser tolerantes quanto a isso, mas as obras devem ser realizadas."

Para o governador, o contrato firmado exige responsabilidades que precisam ser cumpridas. "Queremos a continuidade dos serviços, que as obras não paralisem. Entendemos o momento do País, e acredito que junto com o governo federal vai se achar um mecanismo de adequação contratual e o bom senso vai prevalecer."

SEM CONDIÇÕES

No dia 12 deste mês, a concessionária informou ter solicitado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), revisão do contrato de concessão. Segundo a empresa, o represamento de empréstimos de bancos públicos, como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal, influenciou diretamente no pedido. 

Conforme a concessionária, foram contingenciados R$ 1,04 bilhão pelos dois bancos. Os empréstimos totalizavam R$ 2,84 bilhões. Além disso, a emissão de R$ 220 milhões em debêntures foi negada pelo Banco Central do Brasil. A empresa ainda alega queda de faturamento por causa da crise econômica. 

Na proposta encaminhada à ANTT, a CCR sugere a suspensão provisória dos investimentos, continuidade da operação e conservação da rodovia. Sobre a continuidade da duplicação, ela ainda pede que seja adotado o sistema de “gatilho de tráfico”, em que as obras ocorrem conforme o aumento no momento de cada trecho. 

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Patrão agride empregada por<br> esquecer porteira aberta
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Patrão agride empregada por esquecer porteira aberta

Visitantes lotam parques em dia de atividades na Capital
UM DIA NO PARQUE

Visitantes lotam parques em dia de atividades na Capital

Cirurgias podem ser marcadas pela internet a partir de amanhã
CASTRAÇÃO DE GATOS

Cirurgias podem ser marcadas a partir de amanhã

BRASIL

Geração atual tem pouco contato com a natureza, alertam especialistas

Mais Lidas