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NESTA TERÇA

Aumento de servidores está atrelado <BR>à aprovação de medida no Senado

Governo do Estado quer alongar dívida com BNDES para garantir reajuste
19/06/2017 20:32 - RODOLFO CÉSAR E RENAN NUCCI


 

O governo do Estado aguarda sessão do Senado desta terça-feira (20) para definir como vai propor reajuste para servidores estaduais. As tratativas estão atreladas ao trabalho dos senadores porque é aguardado que o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), leve para votação resolução que permite alongamento da dívida de federeções com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A administração estadual apontou que a concessão de reajuste está atrelada a esse prolongamento do pagamento da dívida para mais 10 anos.

"Vai ter em 3 de julho uma nova conversa com os servidores. E amanhã precisa ser aprovada uma resolução (que permite a negociação sobre a dívida). Houve comum acordo entre o presidente do Senado, o presidente do Brasil e o presidente do BNDES (Paulo Rabello Castro)", disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em evento na manhã de hoje em Campo Grande.

Ele confirmou que o aumento aos cerca de 75 mil servidores estaduais está atrelado ao acordo firmado na semana passada, durante jantar em Brasília com o presidente Michel Temer, outros governadores e o dirigente do banco.

O que está atualmente em pauta para ser oferecido é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA-A) do período de 12 meses da data-base do funcionalismo – maio de 2016 e maio deste ano. Ele vai representar aumento de 3,59% e vai apenas repor a inflação, sem incorporar nenhum valor a mais, que é o chamado ganho real.

Os contratos de financiamento que Mato Grosso do Sul tem com o BNDES somam os valores de R$ 1,2 bilhão. Conforme o governo, na atual proposta da União de repactuar os pagamentos o total que poderia ser alongado é de R$ 600 mil. Para abranger o total, será necessário que a resolução encampe todos os contratos do banco e não só os ligados à Copa do Mundo.

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!